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Life in Pink

Life in Pink

eis.jpgFilme de Gavin Hood, com Helen Mirren e Aaron Paul como personagens principais.

EUA, Reino Unido, países em guerra contra o terrorismo. Com as novas tecnologias e os drones, a guerra ganha uma nova dimensão, uma parte da estratégia pode ser levada a cabo quase sem operacionais no terreno. Não obstante, a legalidade de qualquer acção deve ter em atenção os princípios de uma guerra justa e os tratados internacionais assinados relativamente a esse assunto. A guerra nunca será uma actividade que terá como pedra basilar a ética, mas como agir perante danos colaterais esperados? Quando se lança um drone, há todo um sistema de avaliação de danos colaterais a ter em conta - a vida das pessoas potencialmente atingidas faz parte de uma percentagem. Essa percentagem pode ser manipulada a favor de uma acção que se considera trazer mais benefício que custos para quem a leva a cabo.

O filme retrata uma situação política, a decisão de utilizar um drone para destruir uma casa que alberga terroristas, dois bombistas suicidas e uma terrorista bastante conhecida. No raio de danos colaterais da destruição a provocar, quer pelo drone, quer pelas bombas dentro da casa, está uma criança, o que levanta dúvidas para vários decisores mundiais sobre como agir. Enquanto uns não têm qualquer dúvida sobre a vantagem do lançamento do drone, outros ficam mais relutantes perante a possibilidade de morte de uma criança.

Filme bastante parado, na minha opinião 6/10.

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The Fundamentals of Caring, um filme de Rob Burnett, com interpretações de Selena Gomez, Paul Rudd e Bobby Cannavale.

Ben tenta desde há três anos superar um evento traumático da sua vida. Após tirar um curso de saúde de acompanhante, candidata-se a um emprego e acaba por ser admitido. A sua função passará por acompanhar o dia-a-dia de um jovem que sofre de distrofia muscular, que nunca sai de casa devido a esta doença, e que tem nas suas rotinas um porto de abrigo. A relação que se vai estabelecer entre ambos vai levar Ben a recuperar a vida que julgava perdida e o jovem Cash a viver aventuras que nunca pensou serem possíveis, dada a sua condição física. Nada de novo, portanto. Na minha opinião, 6/10.

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 Este post não vai ser imparcial. Este filme tem como um dos personagens principais o actor Michael Shannon, do qual nunca gostei particularmente, e o facto de representar sempre papeis mafiosos não ajuda, confesso. Já estava de pé atrás quando o começámos a ver, mas após 112 minutos de tortura posso dizer que é um filme fraquíssimo. Fraco mesmo. na minha opinião, 4/10.

Uma família é despejada após não ter cumprido os compromissos para com o banco. A pessoa encarregue do despejo, dono de uma empresa que só trata dessas questões, dá pelo nome de Rick Carver. A família despejada, uma mãe, um filho e um neto, vão para um motel, um local com um ar duvidoso, mas único cujo custo conseguem suportar. Após tentar arranjar aluns trabalhos, o filho - Dennis Nash, recebe uma proposta de emprego de Rick Carver, que verificou as habilidades do mesmo para a construção. Dennis Nash envolve-se assim num sistema em que o dinheiro fácil começa a entrar - além do despejo de pessoas, há algumas falcatruas que ambos levam a cabo e que lhes permite ganhar dinheiro muito facilmente. Um filme inteiro a mostrar os esquemas e a má pessoa que Rick Carver representa, que termina com Nash a reconhecer que errou, que tomou um caminho fácil para retomar a sua vida, mas um caminho que momentaneamente lhe ofuscou os valores por que se deve pautar uma pessoa honesta.

índice.jpgMuito tempo livre no fim-de-semana para ver filminhos. Eu e namoradinho temos gostos muito distintos, sendo que há um ponto em comum na apreciação de filmes de acção. Assim sendo, escolhemos o London has fallen como primeiro filme de tarde de domingo. Com grandes actores como Morgan Freeman e Gerard Butler, fechámos os olhos à cotação de 6/10 no imdb e avançámos para a visualização do mesmo. Convenhamos, temos o Butler como personagem principal num filme de acção, não é muito difícil ficarmos presas à TV por 1h39.

O filme começa com a morte do primeiro ministro britânico e com a reunião, em Londres, dos chefes de estado da maioria das nações do mundo. Um funeral de estado desta natureza tem obrigatoriamente que contar com a participação dos principais líderes mundiais, assim dita a diplomacia. Estranhamente o funeral vai ser realizado sem antes se saber o resultado da autópsia, mas vá, 6/10 algum motivo teria de ter não é? Butler surge neste filme como segurança pessoal do Presidente dos EUA, e um evento deste tipo constitui um problema, porque as questões de segurança, normalmente analisadas e delineadas estratégias durante semanas, têm que ser tratadas de um dia para o outro. Chegados a Londres, assim como a grande maioria dos restantes líderes mundiais, tem início uma série de atentados. As forças terroristas encontram-se infiltradas nas principais organizações de segurança de Londres, a polícia e o MI6, pelo que a fuga do Presidente dos EUA se torna bastante complicada. O objectivo de todos os actos terroristas cometidos em Londres era somente capturar o Presidente dos EUA e matá-lo em directo, para todo o mundo assistir.  Isso não vai acontecer. Butler lutará durante todo o filme até conseguir resgatar o Presidente e levá-lo com segurança para os EUA.

6 parece-me uma pontuaçao razoável, mas tendo em conta o filme que vimos a seguir, e do qual falarei em breve, sinto-me capaz de atribuir um 7 a este. Vamos ficar-nos pelo 6,5/10.

 

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How to be single é mais uma comédia romântica daquelas que servem para nos distrair e fazer esquecer os problemas durante cerca de 1h30. Um filme sem nada de novo, bom para um domingo à tarde, ou uma qualquer tarde em que não haja grande coisa para fazer. Conta a história de 4 mulheres e a forma distinta como cada uma delas lida com o facto de ser solteira. Desde a personagem que não consegue ser solteira por mais de cinco minutos, àquela que passa as noites na borga, copos e sexo sem consequências, à personagem mais velha, rigorosa, dedicada ao emprego e sem tempo para devaneios. Todas estas personagens, solteiras à sua maneira, irão fazer a descoberta do amor de diferentes modos. Num momento em que o amor já não é personificado pelo tradicional casamento entre homem e mulher para toda a vida, estas personagens encontrarão o seu caminho. 6 em 10.

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No Dia da Mulher, 8 de março, houve ida ao cinema. Ante-estreia de Ride, na Onda, realizado por Helen Hunt, sendo a actriz uma das protagonistas. Filme leve, mas bom. Confesso que a expectativa era baixa, e talvez por isso saímos do cinema com um sentimento de realização que já não sentíamos há uns tempos (as últimas idas ao cinema, não tendo sido catastróficas, não foram de todo memoráveis). Ride conta a história de uma mãe e seu filho, da relação próxima de ambos, mas de uma exigência exacerbada sentida pelo filho relativamente à mãe. Uma história que nos passa uma mensagem - há momentos de dúvida na vida, é normal que os mesmos existam, traçamos planos, desistimos dos mesmos, voltamos atrás, mas no final tudo se alinha e tomamos decisões ponderadas, decisões num caminho cujo objectivo é alcançar a felicidade sempre que possível. A vida não é feita de linhas rectas, e os caminhos tortuosos só nos dão experiência, fazem-nos crescer.

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Baseado numa história verídica, Joy conta com a participação de vários actores bem nossos conhecidos - Jennifer Lawrence, Robert De Niro e Bradley Cooper. Retrata a história de sucesso de uma mulher empreendedora, divorciada, mãe de dois filhos, que sempre colocou a família em primeiro lugar. Contra tudo e todos, esta mulher decidida luta pelo seu negócio, pela sua visão, num mundo ainda dominado por homens. Enganada por muitos, também pelos que lhe são mais próximos, Joy não desiste do seu produto - uma esfregona com características que a tornam única - e persiste quando lhe dizem para desistir. Faz uma grande amizade ao longo deste processo, e mais tarde viria a ver patenteadas mais de cem invenções de sua autoria.

124 minutos de filme é demasiado para o que se quer expor, o que torna o filme um pouco maçudo.

 

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 Já estava em lista de espera há alguns dias, e este fim-de-semana decidimos tirar um bocadinho para ver este filme. O que tenho a dizer sobre o mesmo - nunca considero o tempo que passo a ver um filme, independentemente da sua qualidade, tempo perdido, pois é sempre possível retirar algo da experiência. Neste filme a sensação foi mesmo essa - foi uma experiência, não foi fantástica, a história não é do outro mundo, dá sono lá pelo meio, Dicaprio desempenha um grande papel, mas se é digno de Óscar? Mais do que qualquer outro dos papeis que desempenhou e através dos quais foi candidato e não ganhou? Diria que não, mas veremos a decisão da Academia.

Lembro os restantes candidatos a melhor actor:
Bryan Cranston (Trumbo); Eddie Redmayne (A Rapariga Dinamarquesa); Leonardo DiCaprio (The Revenant: O Renascido); Matt Damon (Perdido em Marte); Michael Fassbender
(Steve Jobs)