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Life in Pink

Life in Pink

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Quinta-feira passada, dia de consulta de rotina, necessidade de repouso no resto do dia, pois estava com umas dores estranhas. Resultado? Vamos procurar um filme para nos entretermos um bocadinho no sofá (eu e a babe, que namoradinho teve que voltar para o trabalho). Depois de uma breve procura, e sem nada de especial em vista, decidimo-nos por Anesthesia.

Não é a primeira vez que acontece, escolher um filme sem grande expectativa e ficar agradavelmente surpreendida. Filme realizado por Tim Nelson, com Sam Waterston como principal protagonista - um carismático professor de filosofia, depois de vários anos de ensino, decide reformar-se e aproveitar o tempo que lhe resta para aproveitar o que a vida tem para lhe oferecer, as pessoas que o rodeiam, os pequenos prazeres da vida. A história deste professor vai estar interligada com uma série de histórias de outras personagens, nomeadamente uma aluna problemática que vê no professor um apoio face aos seus dramas/questões de adolescência, um homem drogado que apesar do vício tem um fundo bom, um casal em que a falta de harmonia inicial dá lugar a uma tentativa de alcançar a serenidade e felicidade nos pequenos momentos. Uma história que apesar de não ter um final hollywodesco, transmite alguma paz e bem-estar. Um bom filme.

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No Dia da Mulher, 8 de março, houve ida ao cinema. Ante-estreia de Ride, na Onda, realizado por Helen Hunt, sendo a actriz uma das protagonistas. Filme leve, mas bom. Confesso que a expectativa era baixa, e talvez por isso saímos do cinema com um sentimento de realização que já não sentíamos há uns tempos (as últimas idas ao cinema, não tendo sido catastróficas, não foram de todo memoráveis). Ride conta a história de uma mãe e seu filho, da relação próxima de ambos, mas de uma exigência exacerbada sentida pelo filho relativamente à mãe. Uma história que nos passa uma mensagem - há momentos de dúvida na vida, é normal que os mesmos existam, traçamos planos, desistimos dos mesmos, voltamos atrás, mas no final tudo se alinha e tomamos decisões ponderadas, decisões num caminho cujo objectivo é alcançar a felicidade sempre que possível. A vida não é feita de linhas rectas, e os caminhos tortuosos só nos dão experiência, fazem-nos crescer.

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 Comer, Orar e Amar tornou-se conhecido através da adaptação ao cinema da auto-biografia de Elizabeth Gilbert. Esta escritora, com uma carreira promissora, decide partir aos 34 anos para uma viagem de auto-descoberta, motivada pela incapacidade de se sentir feliz, realizada com a vida tal como a conheceu até ao momento da decisão.

Um livro que nos pode inspirar, se ultrapassarmos o facto de não ser plausível para todos os que se sentem insatisfeitos com a sua situação real prosseguir este caminho, da auto-descoberta, em muito espiritual, mas sustentado em economias que têm de existir. Um livro que nos mostra que a felicidade está em pequenas coisas, como o prazer de comer uma bela refeição, como a capacidade de meditar, conhecer novas culturas, etc. Mas um livro com uma fraquíssima adaptação ao cinema. Julia Roberts é e continuará a ser uma grande actriz, mas o filme não passa de mais um drama/romance de Hollywood, que nada acrescenta à nossa vida, ao nosso conhecimento, à nossa cultura.