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Life in Pink

Life in Pink

Um pão. Outro pão. Leite com cereais. Um bolo. Bolachas. Uma maçã. Mais bolachas. Mal estar. Ninguém precisa desta quantidade de comida, principalmente tudo de seguida. Um dia sem exemplo? Infelizmente não, é mais a rotina do dia-a-dia que é necessário quebrar. Como aqui chegámos? Como aconteceu isto? Não sei precisar, foi há umas semanas. Porque? Mais uma vez, sinto-me impotente, incapaz de encontrar uma explicação. A gravidez está a correr bem, estava a conseguir controlar os ataques d doces, de comida em exagero. Não mais me sinto capaz. Não sei o que mudou, mas perdi a força, a capacidade de resistir. Vejo-me a crescer a cada dia que passa, sinto-me triste com isso, mas não consigo mudar. Já passei demasiadas vezes por esta situação, para saber que é mesmo preciso que exista um click dentro de nós, algo que nos faz mudar a mentalidade de um dia para o outro. O que leva a essa mudança? Depois de anos neste circo, não consigo explicar, simplesmente sei que acontece, mais cedo ou mais tarde. O aliado para que tal aconteça mais cedo não o posso usar desta vez - o desporto. Como sair deste círculo vicioso? Se descobrir, relatarei, mas neste momento não vejo qualquer luz ao fundo do túnel. Só espero não entrar na espiral depressiva de comer, engordar, não me sentir bem no meu corpo, não querer sair de casa, comer mais, deprimir, e por aí fora. Quando se cai desta forma, custa levantar, e o caminho parece penoso, mas sempre possível. Sempre o foi, também agora o será. Mas quando?

Quando a comida se transforma numa compensação, quando a fome emocional controla alguns momentos da tua vida, e por isso, domina o teu estado de espírito, há que procurar soluções. Porquê cair no mesmo erro todos os dias? Porquê deixar as emoções controlarem o meu eu, que deveria ser mais forte, mais capaz de ser firme perante a avalanche de emoções que irá despoletar? O resultado de um episódio de ingestão compulsiva é supinamente conhecido - além das mazelas que deixa no corpo, a parte emocional sai severamente atingida. Como contornar esta situação? Em primeiro lugar, o ideal seria evitar a ingestão - pois claro, mas se fosse fácil, ninguém padeceria deste problema. Não foi evitada, o que fazer? Estratégias de compensação só têm uma direcção - novo episódio, pois cria fragilidades no organismo que despoletam a fome, que inicialmente não é emocional, mas rapidamente ultrapassa essa barreira. Uma folha em branco - começar um novo dia como se nada se tivesse passado, com uma atitude racional perante a comida e a situação que nos perturba (tentar delinear estratégias para resolver esta situação, e se não for possível, tentar adoptar uma atitude mais saudável perante algo que não se pode alterar).