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Life in Pink

Life in Pink

Chateia-me o Natal. Chateia-me todo o consumismo. Chateia-me que só nesta época se lembrem que solidariedade é algo que faz sentido. Chateiam-me os preços galopantes para logo de seguida caírem em flecha. Desilude-me o desapego ao que verdadeiramente significa o Natal. Parte da minha família une-se com o intuito de estar em família e assim passar um bom bocado. É a altura do ano em que conseguimos estar todos um bocadinho e conversar sobre a vida. As prendas são subvalorizadas, porque o que realmente importa é a família. Outra parte da família, e confesso que mesmo depois de tantos anos, não me sinto parte integrante de toda a família do namorado (há quem me faça sentir mesmo muito parte da família, mas também há quem me faça sentir uma desconhecida), vive esta quadra muito focada nos presentes. Felizmente, a união entre a família é também fundamental para eles, mas isso não chega para me cheirar a Natal, para sentir o Natal, para sentir que o mais importante são as pessoas e não o que cada um oferece. Parece só uma grande festa, mais uma grande festa de família. Falta-me o amor, sentir o amor sincero que só da minha família advém, pelo simples facto de fazer parte deles. Falta-me o sentido de interajuda. A solidariedade para com estranhos. Por vezes a falta de dinheiro liga as pessoas ao que realmente interessa, aos valores, aos sentimentos e quem menos tem, é quem mais dá e ajuda quem necessita.

Cá por casa não temos árvore de Natal, por falta de espaço de arrumação, para não termos mais um item perdido nesta balbúrdia. Cá por casa temos o melhor do Natal. Amor. Amor pela princesa. Amor pelo papá dela. Amor deles por mim. Cá em casa é Natal e isso é que importa.

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