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Life in Pink

Life in Pink

Fala-se muito no instinto de mãe, que acima de tudo devemos seguir o nosso instinto e fazer o que consideramos melhor para o nosso bebé (faz todo o sentido quando somos inundadospor "ruído" de gente muito bem-intencionada, mas que nos mina a confiança como ninguém). Esta conversa é toda muito bonita, mas e quando o nosso instinto não for o melhor? Quando, por mais que ponhamos todas as nossas energias em tentar perceber a bebé, não a conseguimos compreender? Não conseguimos ler os sinais?

Eu sou um exemplo claro dessa situação - a amamentação foi um fracasso porque não percebi que estava a consolar a minha bebé e a dar mama para ela dormir (aliás, percebi bem demais, a questão foi somente não fazer ideia como colocar a criança a dormir de outra forma).

A bebé precisa de dormir sestas diurnas - a bebé não o consegue fazer sozinha, a mamã tem pânico de cada vez que se aproxima a hora de adormecer a bebé. A mamã tenta por a sua voz mais serena e o seu ar mais calmo, mas por dentro um turbilhão de sentimentos começa a vir ao de cima, e o fracasso da tentativa começa quando ainda nem se tentou (ok, acabamos sempre por conseguir por a princesa a dormir, mas com uma boa dose de choro e muitos minutos de sofrimento). O meu instinto não funciona. Lamento, não dá. Eu tento por tudo de mim em qualquer acção para o bem da minha filha. Mas por vezes eu não me basto. Ela demora imenso a acalmar e parece-me que só adormece por cansaço.

Eu gostava de ser melhor. Eu gostava que o meu instinto funcionasse. Há coisas que nem todo o amor do mundo podem suplantar. A falta de jeito para colocar a bebé a dormir é uma delas.

Felizmente o papá é o maior e dá cartas à mamã nisto de colocar a princesa a dormir.