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Life in Pink

Life in Pink

Escrevo por vezes sobre o meu esforço por me tornar uma pessoa melhor, superior a coisinhas do dia-a-dia que não têm qualquer relevância. Nesse sentido, tudo o que sejam artigos de psicologia e psiquiatria despertam a minha atenção. Ontem por acaso descobri um projecto bastante interessante - Mãegazine - e através dele, um artigo que gostei muito de ler, e do qual partilharei aqui um excerto, porque me parece em tudo pertinente nos dias que correm. A arte de escutar o outro, a empatia que podemos criar para com o outro, não apenas a simpatia. É certo que na maioria das situações a empatia nasce connosco, ou temos ou não temos, mas acredito que podemos sempre evoluir, crescer enquanto amadurecemos, e trabalhar a nossa pessoa no sentido que lhe queremos dar, no sentido que acreditamos ser o melhor para nós e para os outros. Porque crescermos enquanto os anos vão passando, moldarmos o nosso eu, aperfeiçoarmos a nossa personalidade, tudo isto constituem pequenos passos no caminho para a felicidade. A felicidade não é ter muito, possuir uma imensidão de bens, a felicidade está na relação que estabelecemos com as coisas, e principalmente com o outro.

 

Citando novamente José Tolentino Mendonça, agora no seu texto A Arte de Escutar:

“A escuta não é apenas a recolha do discurso verbal. Antes de tudo é atitude, é inclinar-se para o outro, é confiar-lhe a nossa atenção, é disponibilidade para acolher o dito e o não dito, o entusiasmo da história ou a sua dor mais ou menos ciciada, o sentimento de plenitude ou de frustração. E fazer isto sem paternalismos e sem cair na tentação de se substituir ao outro. Ouvir é oferecer um ombro, onde o outro possa colocar a mão, para rapidamente se levantar. Ouvir é colaborar amigavelmente num processo de discernimento cuja palavra derradeira cabe sempre à liberdade do próprio.”

Por vezes precisamos muito que nos oiçam, e os amigos e familiares podem cumprir essa função. Mas é importante que saibam manter a tal distância de não julgamento e não aconselhamento (do género eu sei muito bem o que é que estás a precisar). Basta estar ali, de coração aberto.

 

Disponível em https://maegazine.com/2015/08/11/empatia-vs-simpatia-a-arte-de-escutar/