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Life in Pink

Life in Pink

Os distúrbios de comportamento alimentar são um problema sério que atinge a nossa sociedade. As pessoas que deles padecem são muitas vezes olhadas de lado, por não fazer sentido o estado a que se deixam chegar, por não fazer sentido deixar de comer, esconder comida, ou empanturrar-se e vomitar tudo de seguida, muitas vezes para se voltar a comer. É um facto - não faz sentido - daí os vários distúrbios serem considerados doenças graves que devem ser tratadas em várias frentes. As doenças mais conhecidas são a anorexia e bulimia, mas há mais. A obsessão com o corpo, alimentação saudável, desporto, suplementos - uma vida fit - que se faz sentir na actualidade tem levado ao aumento do leque de doenças com conotação de distúrbio de comportamento alimentar - as doenças também evoluem com a sociedade! Como retrata a NIT através deste artigo, também a obsessão com comida saudável é um problema.

Não quero com isto dizer que não se deva fazer uma vida saudável e ter uma preocupação, mais uma vez saudável com o nosso corpo. Claro que sim! Fã assumida de ginásio e comida saudável, não poderia ser de outra forma :) Mas há que deixar espaço para outro tipo de comida, mais tradicional e com alguma gordura adicionada, há que deixar espaço para não fazer um drama quando não se consegue ir ao ginásio num ou noutro dia. Em todos os aspectos da nossa vida devemos procurar um equilíbrio, e este é um deles. O equilíbrio é fundamental.

O meu objectivo com este post não é defender nenhum estilo de vida, nem perder-me em definições exaustivas dos males que afectam a nossa sociedade. O meu objectivo é chamar a atenção para uma parte importante do tratamento destas doenças - a psicoterapia (ou coaching para quem preferir). Como refere a Catarina, do blog Dias de uma Princesa, o desporto é fundamental quando se quer fazer uma mudança para uma alimentação mais saudável, quando se quer ultrapassar uma relação desequilibrada existente com a comida. Se o desporto chegar para se atingir o equilíbrio necessário, óptimo! Contudo, muitas vezes é insuficiente, e aí a psicoterapia é fundamental - como em tudo, há péssimos profissionais, mas também há óptimos psicólogos a trabalhar nestas áreas, e podem ajudar tanto! Espero que na nossa sociedade as idas a profissionais de saúde como psicólogos e psiquiatras continuem a deixar de ser vistos como consultas de "maluquinhos". Não são consultas para maluquinhos. São consultas para pessoas que a dada altura da vida podem precisar de ter uma outra perspectiva sobre determinado assuntos, perspectiva essa a que não chegam sozinhos. Não por serem menos capazes, mas por nunca sequer terem considerado essa hipótese. Há toda uma desconstrução de ideias pré-concebidas que pode ter que ser feita, e o caminho faz-se muito melhor com apoio, com as palavras certas no momento em que mais se precisa.