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Life in Pink

Life in Pink

A licença do papá termina amanhã. Não passou muitos dias sozinho, mas os que passou foram suficientes para perceber que tomar conta da rezinguinha a tempo inteiro não é tarefa fácil. É aliás bastante cansativo. Eu chego a casa bem mais fresca do trabalho do que o encontro a ele. Além disso, sinto mesmo que os dias inteiros com ela, apesar de bem mais compensadores a nível emocional, são mais cansativos do que ir trabalhar. A minha princesinha não tem sido um bebe fácil. Felizmente neste momento não há cólicas nem dores. Há somente um modo de ser. Chamando as coisas pelos nomes, há resmunguice. Não gosto de falar em maneira de ser, porque a personalidade da princesa está ainda em fase embrionária, não considero que o modo de agir hoje define o que ela será amanhã. Quero acreditar que será uma menina meiga, querida e amorosa, e não uma menina egoísta e birrenta. Fará a sua quota parte de birras, faz parte, estamos cá para lidar com elas. Estamos cá para a ajudar a compreender este mundo, para a guiar no seu desenvolvimento. A minha bebé é muito rezinguinha. Que faço eu? Nos dias mais complicados, conto até conseguir reagir com uma voz normal, porque ela não tem culpa de estar a rezingar, ela não sabe o que está a fazer, e eu desconheço o que a incomoda. Amor, reagir sempre com muito amor a esta bebé. O papá vai voltar a trabalhar, e eu não quero. Mais um passo no retomar da vida "normal", mas a vida nunca mais será a mesma. O final do dia faz-se de banho, jantar, brincadeira e caminha. Este final do dia começará quando o papá ainda não estiver em casa. Somente agora me dou conta que o tempo é o bem mais escasso que possuímos. E tempo de qualidade em família é algo por que me hei-de sempre bater.