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Life in Pink

Life in Pink

Ainda não me sinto mamã. A palavra mãe quando associada a mim ainda me causa estranheza. Eu sei que pari esta princesa, mas além da parte óbvia deste fenómeno - a parte física, sinto que há todo um caminho a trilhar para poder receber dignamente esse epíteto - mãe. Ser mãe é mais do que parir uma criança, alimenta-la, trocar-lhe fraldas. Ser mãe define uma pessoa e quem ela cria. Ser mãe significa ser um pilar, o mundo de alguém. Esse estatuto não se conquista em três semanas. É uma jornada de toda uma vida.

Ele é uma pessoa reservada, de poucas palavras. Percebes o que sente por pequenos gestos no dia a dia, pela preocupação constante que demonstra para contigo e a pequena baby a caminho. Sabes que ele preenche o teu coração quando ele desata a falar, freneticamente, não te interessa sobre o quê, mas com uma emoção ou paixão associada ao tópico, que te arranca um sorriso, ficas embevecida a olhar para ele, enquanto ele continua a explicar algo avidamente. Adoro. Pura e simplesmente enche-me o coração.

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Penso imensas vezes no que significa Amar, que pode ter tantas formas e evidenciar-se de múltiplas maneiras. Os casais não são todos iguais, as relações, o seu amor, cada um terá o seu modo de vivenciar esta experiência que é o amor. Mas voltemos à questão principal - o que é o Amor? Como sabemos se é amor e não qualquer outro sentimento? Como manter uma relação passados tantos anos?

Nos dias de hoje, a TV, as revistas, as redes sociais, os filmes de Hollywood fazem-nos crer em histórias de príncipes e princesas, em surpresas maravilhosas, em casais perfeitos. Quem não adoraria ter a relação que as pessoas x e y têm, que mostram o dia-a-dia, as férias, as surpresas que fazem um ao outro e etc? Isto cria em nós uma noção de que o Amor é algo mágico e as relações que nele vivem parecem saídas de contos de fadas. Onde se encaixa o nosso Amor no meio desta parafernália de histórias que nos chegam ao conhecimento?

Cada relação é única e especial. Quero acreditar que amar alguém pode ser sentido numa coisa tão simples como querer ver a pessoa a sorrir, ficar triste quando sentimos o outro angustiado ou não conseguimos ajudar a passar o mau dia que estão a ter. O Amor está nas pequenas coisas, naquele gesto de carinho, naquela palavra especial. Gostava de sentir a paixão que sentia no início, claro que sim, foi maravilhoso, arrebatador, algo mágico, só nosso, que aos poucos se foi transformando neste amor que hoje sinto, e sempre questiono. Não duvido que exista, mas preciso de o alimentar. Não basta existirmos em conjunto, estarmos juntos como companheiros de casa. É preciso mais. São precisas palavras e gestos de amor. Vivência de experiências só nossas, que nos vão ajudando a construir uma relação cada vez mais forte.

Nos dias de hoje vemos cada vez mais casais a separarem-se porque deixaram de se amar. Deixaram de gostar um do outro, de ter prazer ao partilharem pequenas coisas. Não sei como isto acontece e espero nunca vir a saber, mas acredito que o Amor tem que ser alimentado. Não pode ser um caminho de uma só pessoa. Não basta gostar, é necessário acarinhar, dar atenção, nutrir a relação.

Os presentes, as surpresas são uma coisa fantástica, um miminho bom, mas nada consegue transmitir o amor como a palavra certa acompanhada de um olhar sincero, a qualquer momento do dia. É o suficiente para que me volte a apaixonar a cada dia que passa.

 

 

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 Fala-se imenso do amor de mãe e muito pouco sobre o amor de uma filha pela mãe. Quem diz filha, diz filho, mas vou falar do meu caso concreto. Tenho uma bebé na barriga, é um facto, mas ainda não me sinto mãe. O pouco que posso fazer para proteger a minha bebé é alimentar-me bem, descansar, ter calma, e pouco mais. Acredito que tudo mudará quando a baby ML nascer, mas até lá não me sinto mamã.

Há uns dias, em conversa com o namorado sobre esta questão nada simples que é o amor, falava do amor incondicional. Efectivamente, amor incondicional é o que sinto pelos papás, um amor que nada conseguirá colocar em causa, um amor infinito que me consome, me enche de alegria, mas também de preocupação, porque quero-os sempre bem! Temos aquela ideia de que os papás deveriam ser imortais, estar sempre connosco. Agradeço profundamente a presença, o amor, o carinho, a protecção que sinto da parte deles desde há 32 anos. E espero poder contar com eles mais uns tantos :) Os pais marcam profundamente a pessoa em que nos tornamos, e o constante apoio e dedicação fazem-nos sentir protegidos neste mundo que por vezes pode ser bastante cruel. Os pais são uma parte tão importante de nós que nunca é demais lembrá-los disso mesmo, da importância que têm na nossa vida.

Estas ao meu lado e já temo a hora em que sairás, amanhã, para mais um dia de trabalho. Hoje, como há oito anos atrás, anseio pela tua presença, pelo teu abraço, pelo teu olhar no meu, a tua mão na minha, os teus lábios. Com muita pena minha, não existe hoje a paixão de há oito anos, um estado que nos iluminava e nos fazia querer estar sempre colados um ao outro. Borboletas na barriga eram uma constante e foram-no ainda durante vários anos! E eram maravilhosas ☺️ Hoje partilhamos este amor, uma cumplicidade e amizade que nos fazem querer percorrer o resto do caminho lado a lado. Gostava de voltar à loucura dos dias de há oito anos, à descoberta do outro que exploramos de modo tão nosso, ao namoro incessante, de noite, de dia.. Mas gosto igualmente do que construímos, do apoio que temos um no outro, de como amar e viver contigo faz todo o sentido. Gosto de ti. Gosto de nós. <3

Deixemo-nos de futilidades. Não preciso de pulseiras, túnicas, blusas, fatos de banho e tudo e tudo. Quero-te a ti, amor, e sol :) um livrinho e fico feliz. Nada melhor do que a tua companhia, sempre. E em dias como os de hoje, podermos ir para um lugar ao sol e perto do rio/mar, nada mais é preciso.

Este é uma tema sobre o qual já tinha pensado várias vezes, mas ainda não tinha escrito nada. Hoje parece-me o dia ideal para o fazer, pois temo o que o namoradinho possa estar a sentir e que me parece ser comum a muitos homens.

Durante a gravidez a atenção está centrada na mulher grávida, nos cuidados e atenções que necessita. O homem vai sendo advertido para a necessidade de ajudar a companheira em casa, de acompanhamento nas consultas (mesmo quando o horário não é nada bom devido a compromissos laborais), das massagens que tem que fazer sempre que as costas doem, os pés incham, da paciência que tem que ter para o descontrolo emocional, etc etc. O bebé nasce e a atenção recai quase a 100% para ele. Onde está o pai no meio de todas estas alterações na vida familiar?

O pai constitui um dos pilares fundamentais da família, pelo que não deve ser renegado. Os seus receios, medos, angústias devem ser partilhados com a companheira. Devem ter um tempinho para namorar, para se mimarem mutuamente enquanto o bebé não nasce. Quando o bebé nascer, e aqui só posso falar teoricamente, espero conseguir desdobrar-me para dar ao namoradinho a atenção que ele sempre merece. Sei que não será fácil nos primeiros tempos, mas parece-me fundamental que ele se sinta amado e nunca colocado de lado. Todos gostamos de nos sentir amados, todos gostamos de ter atenção da família. <3

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Visita dos papás, almoços e jantares em família, passeios, muitos miminhos, e assim de coração cheio se passa mais uma semana em modo caseiro! Descanso que a baby M já pede e eu teimo em conceder. Sinto-me cansada, mas aborreço-me demasiado facilmente de estar parada. Se bem neste momento só me apetece encostar e fechar os olhos ;)

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Para ti que me lês, que me aturas todos os dias, que me completas. Gosto de ti :) por muitos motivos que não irei aqui enumerar, mas que faço questão de te ir transmitindo (do mesmo modo que o faço com as particularidades que menos me agradam, mas ninguém é perfeito, não é?). Gosto dos teus miminhos, do teu sorriso maravilhoso, da paz que me transmites quando sinto o mundo a desabar à minha volta. Gosto da tua bondade, simplicidade, da nossa cumplicidade. Obrigada por estares sempre aí, por gostares de mim :) (e obrigada por ires limpando a casa mesmo quando toda a gente insiste que isso é tarefa de mulher!!!)

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Dou por mim a sorrir. A pensar no bebé dentro de mim e a desejar que o tempo voe para o ter comigo. Não sou dada a conversas muito lamechas, confesso que me causam alguma comichão e tenho a ideia, talvez errada, de que se mantiver uma carapaça relativamente a estes assuntos, me protejo de eventuais problemas/desilusões.

Mas amor por um bebé em desenvolvimento não é só o que sinto - há o amor pelo namoradinho, há o amor pela família, e esse, também, cresce a cada dia que passa. É extraordinário como podemos ser tão altruístas no amor. Querer o melhor para o outro, pensarmos no outro em primeiro lugar, e não em nós. Mesmo que para fazermos o outro sorrir tenhamos que sacrificar algo. É um dom termos capacidade para amar.