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Life in Pink

Life in Pink

Pequena princesa, desde os seus 18 meses que fala lindamente. Sempre falou muito bem, quer em termos de vocalização, quer em termos de vocabulário. Desde há 4 dias atrás algo se passou. Os esses, começaram a ser muito pronunciados, é estranhíssimo. Questioná-mo-la do porquê dessa mudança, mas entretanto não temos falado do assunto. Hoje de manhã, perguntou-me - mamã, porque é que agora falo mal? E eu fiquei um pouco com o coração partido e sem lhe saber responder! O que se terá passado para, de um dia para o outro, começar a falar mal? Os esses. Pressão a mais da nossa parte para corrigir os esses e cês? Por vezes brincávamos quando ela pedia um doce, e saía mais perto de doxe. Ela corrigia, mas entretanto a correcção foi de tal forma que fica muito estranho. Vamos desvalorizar por uns tempos e ver se passa!!

Pequena princesa está óptima, linda e fofa, com saudades de amiguinhos para brincar. As crianças precisam de outras crianças, faz-lhes tão, mas tão bem. Nota-se imenso a falta desta interacção. Tem sido uma princesa muito querida, brincado um pouco sozinha, sido amiga do mano. Ansiamos pela normalidade. COVID-19, vai à tua vida por favor.

A 2 dias do bebé fazer nove meses, disponibilizo-me para escrever o relato dos 8. Todos os dias penso nisto, mas dois pais em tele-trabalho e duas crianças, uma prestes a fazer 4 anos e outra 8 meses, é duro! Os dias voam. Os pais trocam olhares, palavras, pequenos gestos de amor, tudo em micro segundos enquanto gerem trabalhos e crianças, e alguma lida da casa. É um desafio, parabéns a todos os pais. Não imagino como fica um pai sozinho com 2 ou 3 crianças, mas tem a minha admiração!! Posto isto, vamos lá ao baby F, o patusco mais querido do mundo, com o sorriso mais fácil, e o sono mais difícil. Vamos lá pelo início:

Sono - o caos, o horror, a tragédia - já vários posts houve sobre o tema, continua a não ser nada certo, há noites que demoro uma hora para o adormecer, outras 30m, nas piores uma hora e 30. O pior de tudo? muitas vezes, passados uns 50/60m, há o primeiro de muitos despertares. Enfim, temos lidado o melhor que pudemos com este tema. As sestas, cerca de uma hora de manhã, mais uma hora à tarde e 30m ao final do dia, estão a cargo do papá. Bebé já adormece na cama, felizmente, mas há um longo caminho pela frente no que toca aos sonos. Abençoadas sestas de 2h/3h da mana, que achávamos difícil para adormecer. Este é para adormecer e manter o sono. Lição? nunca nos queixarmos :)

Comida - depois de um início muito desafiante, baby F. come tudo o que lhe damos e está sempre com a boca aberta. Sopa com carne ao almoço, seguido de fruta; papa caseira ao lanche (aveia, cevada, quinoa, com fruta, vamos variando), intervalada com iogurte e fruta; sopa e peixe ao jantar, seguido de fruta. Antes de dormir, maminha. Durante a noite (4 vezes que me parecem 500x, maminha - já foram só duas!! não sei o que aqui aconteceu, mas tenho esperança que passe sem intervenção do pai.. uma ténue esperança, vamos lá ver), de manhã, maminha.

Brincadeira - adora pessoas, adora a mana (que não lhe liga muito), dá uns guinchinhos maravilhosos, rebola, fica de barriga para baixo para brincar só um bocadinho, gatinhar nada, adora a aranha e farta-se de saltar nela, bate palminhas. Adora que falem com ele, fica entretido sozinho durante alguns minutos, com os seus brinquedos. Óbvio que gosta bastante mais dos da irmã, muito mais perigosos. 

Higiene - adora água, o banho é uma hora super divertida. Quando as sestas correm menos bem e o pequeno fica rezinga, sua mãe mete-o no banho para descontrair um pouco. Anima-se ele e quem o rodeia. Chapinha tudo, fica um pequeno lago a casa de banho. Já lava os seus dois dentinhos (que apareceram 2 dias antes de fazer 8 meses), com uma dedeira própria para o efeito. Adora roer aquilo, o que ajuda a cumprir o seu propósito. Fraldocas, muitas. Cocós, felizmente também faz muito bem, sem necessidade de intervenções nem medicações!!

Socialização - após uns meses fechados em casa, em que pequeno bebé acreditava que o mundo eram os papás e a mana, fugimos para casa dos avós. Aqui, o mundo tornou-se mais colorido, com mais pessoas, com idas ao pátio, à rua dos avós que fica no meio do nada, com gatos, flores, árvores, tudo e tudo. Tudo o que ajuda à estimulação e ao crescimento saudável de um bebé. Não adora pessoas de máscara. Aliás, um bebé que não chora nunca sem ser para dormir, teve um ataque de choro com uma pessoa com máscara.

É um patusquinho muito bom este bebé. A ver se dormirá melhor em breve :)