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Life in Pink

Life in Pink

As cólicas dos bebés são o pesadelo de qualquer pai. Há aqueles com sorte vimos filhos nunca sofrem deste mal. Depois há os outros, os que sofrem com os bebés durante as horas que eles passam a chorar, a encolher pernocas, com a cara muito vermelha. As cólicas são uma treta. Passam por volta dos 3 meses e os bebes não se lembrarão de nada. O problema é o seguinte - vivemos no agora, e agora o bebé tem um mês. Chora, grita, irrita-se sem saber porquê e nós sabemos que vai passar, mas isto não ajuda a passar as horas de choro, em que os embalamos, tentamos aliviar o sofrimento, damos todo o carinho que conseguimos.

As cólicas são uma treta, vão passar, mas agora doem, magoam a barriga do bebé e atormentam a nossa alma. Óbvio que escrevo isto num dia em que o bebé chorou a tarde toda. Agora dorme, ao colo, e não o quero largar.

As cólicas magoam, os bebés e os papás. Infacol e biogaia já moram cá em casa. O tempo cura, essas gotinhas, a ver vamos se ajudam ou se ajudam somente a consciência da mãe. 

Um mês do bebé mais fofo. As primeiras semanas foram duras à noite, durante o dia o bebé foi super tranquilo. À noite mamar de 3/3 horas foi desafiante, principalmente quando ele começou a diminuir o espaçamento entre mamadas. Apareceram as cólicas e começaram a estragar o meu bebé calminho. Ainda assim, o máximo de choro diário deve ter rondado as 2h/3h.

Com um mês, começa a ficar mais tempo acordado durante o dia e quer colo, passeio, conversa. Basicamente, não quer estar deitado, boa sorte mãe para arrumares o que quer que seja. 

A mana mais fofa, depois de uns primeiros dias repletos de birras, está mais calma, mas ainda com algumas birrinhas tontas. E arrumar brinquedos? Uma luta constante. Desistiu de comer sozinha. Quer sempre ajuda. E se a mãe ajuda, com o pai a conversa é outra. O braço de ferro entre parto e filha é constante e desgastante para quem anda com privação de sono. 

A mãe atravessa o pos parto mais ridículo da história. Um mês depois, continua com uma ferida gigante na barriga, idas a urgências e hospitais são o pão nosso de cada dia (pelo menos 3 X por semana). Se adicionarmos as consultas dos pequenos, sinto que a minha vida é passada em hospitais. Sinto - me impotente, doente, com dificuldade em gerir tantos e tão contraditorios sentimentos dentro de mim. 

Quero amar, cuidar, estudar feliz e transmitir felicidade. Sinto me preocupada, com receio pela minha saúde, pela educação e mimos dos meus bebés. Quero ficar bem, sem buracos e inchaços em mim. Quero poder pegar nos 15kgs da minha bebe crescida. Quero pegar no mais novo e passá-lo sem peso na consciência por poder estar a fazer mal a mim própria. Quero voltar a ser eu. 

Os meus bebés são lindos e enchem me o coração. Que sejam felizes e saudáveis, e tenham sempre muito amor e mimo