Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Life in Pink

Life in Pink

Amanhã o princepezinho faz duas semanas. Duas semaninhas de muito amor e carinho, duas semaninhas de noites a dormir aos bochechos, de um bebé bom que come e dorme. Que chora um pouco com gases, mas no geral é um patusquinho. Duas semanas de manos, em que a princesa mostra que precisa muito de atenção, chama muito pela pai e faz as suas birrinhas. Põe os seus bebés a mamar e a arrotar. Olha para as maminhas da mãe e quer experimentar. Estrafega o mano com mimos.

E a recuperação pós parto? Uma porcaria. Duas semanas de cama, com parte da sutura da cesariana ainda aberta. Troca de penso de 2/2 dias e a ferida não fecha. Duas semanas de cama que mais parecem um mês. Uma imensidão de sonhos e projetos, de desejos, tudo a ser constantemente adiado. Tudo para quando me conseguir mexer, e esse dia teima em não chegar. Há que respirar, ter calma, ver mais longe, mas não consigo. Estou há tanto tempo em repouso, que já não estou a gerir bem a situação. Eu aguento meses de repouso na gravidez por um bem maior, e aguentarem agora para ficar bem, mas não é a mesma coisa. Há uma princesa para mimar e tudo o que faço é cama, cama, cama. Cansada. Olho para o príncipe e acalmo, está tudo bem, ele está lindo e espero a crescer bem (amanhã é dia de pesagem e estamos expectantes, também é dia de troca de penso e estou aterrada). 

Pequena princesa foi conhecer o mano à maternidade logo após o nascimento (1dia depois). A reacção da princesa foi amorosa, desfez-se em sorrisos, queria tocar, mexer, dar beijinhos, 'o meu mano', 'o mano mexe'.

E em casa como tem sido? Eu continuo limitada e acredito que isso não ajuda a mais esta adaptação. Acredito que daqui a um mês tudo será melhor. Ainda assim, pequena princesa tem-se portado bem. Faz mais birras que o normal, quer o pai para tudo, fora isso, vai fazendo a sua vida normal sem ligar muito ao mano. De vez em quando quer estrafega-lo de beijinhos e miminhos, o que é um perigo pois não tem noção da força dela perante um bebé indefeso.

As birras são chatinhas, muito choro, mas dá-se a volta! Esta é só a fase inicial, quando ele mexer e lhe for roubar brinquedos será uma nova aventura!

Tentamos envolve - la em algumas rotinas do mano, foi connosco à pediatra, ajuda a trocar a fralda (acha ela!), pega-lhe com ajuda. Brinca com os peluches dele 😂

Esperávamos mais um desafio nesta nova adaptação e talvez ainda esteja para vir, mas para já não está nada dramático! Afinal, a princesa é um amor, gira que se farta 😁

9 dias volvidos, consigo arranjar disponibilidade mental para escrever aqui. Pequeno baby F. nasceu no dia 9 de Outubro. Como a mana, as 38 semanas e 4 dias. Como a mana, um ratinho de 2.860kg, e 47 cm. Como a mana, um parto que a acontecer de forma natural seria rapidíssimo. Em menos de uma hora, dilatação completa. Sem drogas. Só ranger de dentes e segurar à cama para não fazer barulho (há que manter o nível, até nestas coisas). Como bebé estava pélvico, não poderia nascer de parto natural. Seria cesariana, e pai estava a postos para entrar e acompanhar a mãe. Até que se aperceberam que dilatação foi mais rápido que o esperado e houve necessidade de se fazer uma cesariana de emergência. Fui levada de maca, em modo acelerado, para uma sala de cirurgia, enquanto ouvia enfermeiras a berrar pelo nome do médico que deveria descer rápido. No meio da confusão, salta o cateter da minha mão, onde seria introduzida a anestesia. Enquanto colocam outro, põem me uma máscara para respirar. Mas aquilo só me fazia ficar sem ar, e aflita, a respirar mal, q olhar para as luzes do bloco, só pedia para 1ue corresse tudo bem com o meu bebé e para que me tratassem bem, pois se o pequenino passaria bem sem mim, a mais velha precisaria muito de mãe (sim, estava dramática naquela mesa e temia o pior).

Acordei passado uma hora com o bebé ao lado e pensei, ohh, que fofo, mas estou tão cansada, podiam-me ter deixado dormir mais uma hora 🙄.

Bebé mamou logo, foi um querido, e fomos levados para uma sala de internamento de cuidados especiais. Dores excruciantes, mas calculei serem normais. 3 dias depois, saio da maternidade, ainda cheia de dores, e a acreditar que faz parte. Até que percebo que tenho um hematoma gigante e, apesar dos 16 agrafos que levei, a sutura não está a fechar como devia. Repouso absoluto. Cama e mais cama. Só dou mama ao bebé, o resto dos cuidados, do bebé, da mana e da casa são providenciados pelo pai e avó.

Ainda não tinha tido estado de espírito para fazer este relato, porque tudo me parece demasiado violento e desnecessário. O atendimento num hospital público ficou completamente aquém do que seria de esperar. Ruptura de stocks de pensos, racionamento de suplemento para dar a bebés que necessitem, comida deplorável. Enfermeiras e auxiliares, havia de tudo, mas apanhei profissionais excelentes, a quem agradeço toda a atenção 3 profissionalismo.

O bebé está óptimo e é um fofo. Come e dorme ❤️ faz uns barulhinhos maravilhosos e mal posso esperar por me mexer e começarmos a nossa rotina a 4!

O coração parece que nos salta do peito. Não sei se vos acontece, eu fico para morrer, sempre com um sentimento de culpa terrível, porque deveria ter prevenido.

Com 3 anos, pequena princesa está como os seus amiguinhos, mexerica. Sempre foi uma criança calma, mas claro que gosta de correr e saltar e fazer malandrices. E quando um salto é mal calculado e cai mal, chora desalmadamente, aquele choro que vem lá mesmo do fundo e nos deixa o coração desassosegado, só queremos que tudo passe muito rápido e dar muito colo. Pelo menos eu sou assim. Só quero dar colo. Tranquilizá-la, depois de perceber se está tudo ok ou não. E quando cai 3 vezes seguidas mesmo antes de ir para a cama, a última delas num choque contra um roupeiro. Cara negra, mais um choro acutilante, daquele que dilacera os meus interiores. Fui deitá-la, bastou uma história e adormeceu. Estava muito cansada. E hoje, hoje eu queria que ela tivesse demorado um pouco mais a adormecer, queria ter falado com ela, dado mais miminho.

Eu sei que ainda vou ter que passar muitas situações onde o coração me vai fugir. Eu sei. Mas vivemos no agora. E agora só a quero proteger, só quero que esteja bem, só quero dar colo para sempre. Agora tenho o coração apertadinho e espero pelas 7h da manhã para ver como estará ela, quando me chamar para ir à cozinha!

A minha princesa está a crescer, mas nunca vai deixar de ser o meu bebé. A minha princesa é linda❤️

 

Pequena princesa tem 3 anos. Foi em Setembro para uma escola nova, as duas primeiras semanas de adaptação foram desafiantes, mas agora está óptima. Tirando um pormenor - a comida.

A princesa sempre foi aquela bebé que comia e repetia as refeições na creche. Nem doente perde a fome. Com 40° de febre continua a abrir a boquinha nem que seja para uns iogurtes. Posto isto, começamos a achar estranho a quantidade de comida ingerida à noite. Sopa, prato, fruta. Mais fruta. Mais um iogurtinho. Hum, também pode ser mais uma panqueca. Papá querido indagou na escola como era ela a comer e eis que a resposta foi 'é muito pisca, come bem a sopa, o resto nem por isso'. E porque é que isto acontece? Pequena princesa come muito bem. O que gosta é de comidas simples, aquelas a que a habituámos - bifinhos grelhados, peixe cozido, brócolo e acompanhamentos sempre cozidos, quinoa com carne picada, hambúrgueres.. Eis que na escola nova servem refeições como lasanha de bacalhau, bacalhau espiritual, panados de frango com arroz de tomate e espinafres.. Nada contra, mas acho a comida demasiado elaborada para miúdos de 3 anos. Mais, acho que não necessitam de comidas tão condimentadas. Mas isso sou eu, que tenho alguma preocupação com o tema. Não me parece que vá ter sorte com a direção da escola neste aspeto, mas ainda vou perguntar se não lhe podem dar umas refeições mais simples. O não é sempre garantido, certo?

Pequena princesa está óptima, já começa a dizer o nome dos amigos (no início dizia que não tinha amigos), já foi numa visita de estudo e ficou muito entusiasmada! Autocarro com amiguinhos, pulseirinha no braço 😊 já vos disse que a miúda está gira que se farta? 

A princesa nasceu com 38+4. Hoje estamos com 38+2 e eu gostava de pelo menos aguentar o mesmo tempo. Espero que tanto repouso me ajude a chegar lá. Baby F. continua sentado, o que me dá uma barriga gigante, um estômago (ou outro órgão que não identifico) empurrado contra as costelas, algum desconforto. Quando me levanto parece que tenho um peso gigante pronto a sair de dentro de mim.

Não sei se é por ser o final da gravidez, a ansiedade do parto, o medo do que possa suceder. Só me apetece gordices. Pastéis de nata. Bolo de bolacha. Gelado com frutos secos. Já disse bolo de bolacha? Pronto, é isto 🙄 engordei 5kgs até há duas semanas, parece-me que se continuo por casa chego aos 7 ou aos 8 😋

A princesa cá de casa continua linda e fofa, a querer o mano cá fora, a querer brincar com a mamã, a querer mimo. Agora brinca muito com o papá e começa a querer o papá para tudo! O papá que sempre dizia com um ar entediado 'está uma mãezeira, só quer a mãe' agora não parece muito entusiasmado com o seu novo estatuto 😊 diz que as brincadeiras com meninas nesta idade não são muito entusiasmantes.

A princesa está um amor, gira que se farta.  

Uma vez que a minha criança está sentada, não poderei ter um parto natural. Isto significa que terei de parar por um procedimento que envolve um pouco mais de riscos. Até aqui nada de novo. A questão é - desde miúda que tenho medo de morrer no parto. Não me perguntem porquê, cada um tem os seus macaquinhos na cabeça, este é o meu. Com a impossibilidade de ter um parto natural, tornou-se ainda um 'macaquinho' mais insistente.

Como muitas mães, consulto com alguma regularidade alguns sites de mamãs, onde vou acompanhando alguns temas. E o que me aconteceu esta semana? Abro um desses sites e eis que dou de caras com um artigo e várias histórias semelhantes de mulheres que iam morrendo no parto. O útero não contraiu como devia e houve necessidade de operações de emergência, transfusões de sangue e plaquetas. Enfim. Desde esse dia não voltei a consultar essas páginas, mas a minha confiança no hospital público onde sera o parto já não é muita, com todas estas histórias na cabeça,pior ainda.

O meu tipo de sangue não ajuda e é raro (não sei se repararam mas estou a pensar em todas as hipoteses).

Daqui a umas semanas espero estar descansadinha, com o drama de amamentação ou da costura que ainda dói , mas com o meu bebé pequenino nos braços e a mana crescida à nossa volta. ❤️