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Life in Pink

Life in Pink

São as hipóteses que temos. Na realidade, esta questão para mim nunca se colocou. Perante ambas, opto por cesariana. Desconheço ambas as realidades, mas sinto-me menos insegura com a cesariana. O que não significa que me sinta confortável. Tenho imensos receios, e o que leio não ajuda. Óbvio que o parto natural seria sempre a preferência, mas não estando o bebé na posição cefalica, não quero arriscar. Decisão tomada. Amanhã comunica-la à médica e programar a cesariana. As cesarianas só são programadas para a semana 39. Duvido que aguente ate lá, dado o estado lastimável do meu útero, mas vamos ver!

Preocupações minhas - que algo de errado aconteça ao bebé! Que algo de errado aconteça comigo. Ultrapassando estas preocupações, que o pos parto seja doloroso e não consiga pegar na minha princesa durante mais umas semanas. Tenho muito mimo em falta para a princesa, que tem sido muito paciente com uma mãe enferma! E como ela está crescida. Os 3 anos são efetivamente maravilhosos, nota-se uma diferença gritante de Agosto para setembro. Cresceu, não só em altura, fala imenso, tem uma vontade de aprender gigante, quer saber o significado de tudo (eu sei que é uma fase e todos passam por ela, mas é boa demais!). Continua muito chorosinha com os pais, a fazer birras p ver se leva a dela adiante. Mas também se vai levando muito bem.

É um amor. Gira que se farta 😊

Quando temos um bebé pélvico, temos algumas preocupações acrescidas. Além das contracções, que são dolorosas e condicionam muito esta fase (que é de repouso absoluto, sem uma única ida à rua em dias e dias), que não me deixam estar 5 minutos em pé, acresce a preocupação do pipoco estar sentado.

No hospital onde o parto se irá realizar colocaram três hipoteses:

1. Manobra encefálica externa 

2. Parto pélvico

3. Cesariana

Cada um dos procedimentos acarreta riscos que um parto normal não comporta. É uma decisão difícil, que não é tomada de ânimo leve. Em última instância, só quero o melhor para o bebé. Se pudesse juntar o melhor para o bebé e para mim era o ideal. Estou em crer que os meus pós partos estão ambos ensombrados.. O primeiro foi o que foi, o segundo não se perspetiva melhor. 

Esperemos que corra tudo bem e que daqui a umas semanas esta fase cheia de duvidas e medos tenha passado. 

Baby F. Estás quase a poder vir, estamos cada vez mais preparados para ti. A mana já te quer cá fora há umas semanas valentes, mal ela sabe.. 😋 O papá vai ficar refilao com a falta de sono, de espaço, de privacidade. Faz parte, até nós adaptarmos à nova rotina. Mas também vai ficar feliz! Vais aprender que a mamã é a emoção da família, o papá é o coração de pedra que nos dá clareza nos momentos mais desafiantes. Ele é um amor e está cheio de amor dentro dele, mas não o mostra de ânimo leve 😊

Vamos ser taooo felizes todos. 

 

No meio de alguma turbulência, chegámos à semana 36. No final da semana 35 recebi resultado de análises com valores estranhos, médica pediu para repetir análises, duas horas fora de casa para o fazer valeram-me o pior fim-de-semana de que tenho memória, com contrações a espaçar 5 a 7 minutos. Quando fico assim, é uma ansiedade terrível, sempre com receio de parto prematuro.

Ainda assim estou agora, cheia de medo. Amanhã de manhã tenho consulta e esperemos que corra tudo bem, traga medicação para o que quer que seja que está a provocar estes valores malucos, e o pequenino e eu fiquemos bem.

Estou muito cansada deste final de Gravidez e por outro lado não quero que ele acabe já. Quero Outubro, entrar em Outubro com este bebé dentro de mim e aí já poderá nascer e eu sentirei que cumpri a minha missão!

Pequena princesa está óptima, crescida e fofa, quer que o irmão nasça para brincar, dar leitinho e fazer rir. Vai ser uma animação quando perceber que os bebés no início não são assim tão comunicativos 😋

Semana 36,por favor sê simpática para nós e deixa-nos chegar ao teu final! 

Será o último post da saga furto. Temos que andar para a frente. É muito fácil escrever estas coisas todas e ser racional sobre o assunto, são só bens, lalala, haja saúde, mimimi. É verdade e sabemos que sim, agradecemos todos os dias pela nossa família e por estarmos bem. Mas podemos sentir - nos um pouco revoltados, impotentes, arreliados. Eu ainda tenho acessos de choro, mas as hormonas também não ajudam.

Ontem lembrei - me que estava no carro, além de tudo o que já demos por perdido (cadeira auto, cama viagem, trotinete, artigos de praia, manta para baby F., brinquedos para distrair nas viagens) uma bolsinha com uma muda de roupa da princesa. E o que faço eu? Desato num pranto! 20€ contra os 20 e poucos mil que valeria o carro. Pois é isto o cérebro de alguém que perde algo e ao mesmo tempo está grávida em final de tempo.

Mesmo sem hormonas, é uma situação frustrante que infelizmente não passa de um dia para o outro. Pensamos nos momentos que passamos, a princesa adorava brincar no carro, como normalmente as crianças gostam. É uma perda, não deixa de ser uma perda que temos que encarar. Temos que pensar nas poupanças e no que poderemos dispensar, o que com o bebé a caminho não será fantástico. Daqui a uns meses estaremos bem e espero que com este assunto encerrado.

Agora, olhar para a frente. Afinal, são só bens materiais (é a razão a falar, eu ainda não cheguei a este ponto). 

Passo o dia a ir à janela, só para confirmar que não foi tudo um sonho mau. Há uma vã esperança em mim, que me começa a irritar, porque torna mais difícil planear a partir daqui. E se aparece? E se? Odeio essa expressão, é uma condicionante, nunca saberemos. Temos que agir sem pensar e se?

Participação na PSP feita, seguro contactado. Lição aprendida. Próximo seguro sera contra tudo e todos, porque a maldade parece crescer a olhos vistos nesta sociedade.

Agora resta - nos esperar. Esperar que a vida se resolva, esperar que estes sentimentos tristes saiam de dentro de nós, esperar dos mais risonhos.

A partir do momento em que pequena princesa chega a casa não há hipótese, não há tristeza que sobreviva, é preciso estar bem por ela, que merece tudo e felizmente de pouco se apercebe. Quer a cadeirinha dela, do carro dela, mas certamente se habituará a outra. Está uma crescida a princesa, já fica melhor na escola, e é um amor 😊❤️

Pela primeira vez em semanas, hoje ia sair de casa para fazer análises. Assim que chegamos à porta do prédio, o meu homem diz, o carro foi roubado. Ao que eu retorquiu - estas a brincar! Mas não estava. Era a sério. Estavamos com a princesa e íamos fazer análises e.. Uma treta, é o que é. Hormonas à parte, acho que choraria de qualquer maneira, mas tentei controlar pela princesa. 

Quem faz estas coisas? Quem rouba um carro? A Cadeirinha, e o resto das nossas coisas. Nossas. Que compramos aos poucos, porque o que compramos é graças ao nosso esforço, ao trabalho, às coisas não nos caem do céu. Há quem tenha essa sorte, e ainda bem, mas nós fazemos por isso. E agora foi - se. O carro. A Cadeirinha que demoramos meses a escolher e seria tb para o mano. A mala atafulhada de coisas da princesa.. A vida não é justa. Antes isto do que uma doença, um acidente, mas vá lá, era mesmo preciso?

No meio disto tudo e da logística que vamos ter que pensar e repensar enquanto não adquirirmos um veículo, temo-nos a nós. A nossa família. Eu, ele, a princesa, o pequeno baby. E a amo-nos. E vamos continuar a caminhar, de mão dada, para superar todas as adversidades. Felizmente, temos a certeza disso.

Devagar devagarinho, um dia voltaremos a ter um carrinho simpático!

Agora, temos que cuidar de nós. Daqui a nada teremos um bebé nos braços e, juntamente com a mana, são a nossa prioridade. 

Mas há pessoas feias. Nem sei que diga em relação a isso. Faltam-me as palavras, porque decerto nada as comove. 

Pensei que seria mais fácil. Dizem que os pequeninos se adaptam muito rápido e bem a todas as mudanças. A verdade é que ainda só passou uma semana e talvez eu esteja a querer demasiado, mas a verdade é que ainda não a sinto integrada. Pelos relatos do papá, a princesa anda sempre à volta da educadora, dá pouca confiança aos novos colegas de turma. Não quer ir para a escola, mas não faz grande drama para sair de casa. Brinca no recreio, mas normalmente sozinha. A princesa é tímida, mas estava à espera que corresse um pouco melhor. Neste tema, confesso-me um pouco perdida e vou pesquisar mais sobre o assunto. Estarei a pedir demais? Uma semana não seria suficiente para começar a ter amigos? Bem sei que há - de depender sós feitios dos meninos, mas ainda assim 😔

Papá vai buscar sempre a princesa por volta das 17h e vão brincar um bocadinho. Um pedaço de mimo só para ela, cortesia do senhor papá. Aproveita minha querida, pois quando a mamã voltar ao ativo, o papá volta aos horários chatos de quem tem contas para pagar 😊

Quando estava grávida de pequena princesa li muitos livros e vi pouca TV. Desta vez, mudei um pouco, li bastante menos, vi mais séries. Verdade seja dita, tive muito menos tempo, porque antes de ser a tirada para a cama, levava a princesa à escola entre as 10h/11h e ia busca - lá as 16h30/17h.

Comecei o início da gravidez a aparvalhar. Já não bastavam os enjoos constantes, o desejo de tudo o que era comida a toda a hora, perdi-me na série Grace and Frankie (Netflix).

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Depois dessa, vi umas séries de médicos, New Amsterdam (amei esta série, primeira temporada, mas parece que nos EUA a coisa não teve grande sucesso), the night shift (axn white, um episódio por semana) e vi as temporadas em falta de Selfridge (retrata a vida do próprio Mr. Selfridge, muito interessante).

Na semana passada assisti à série The Last Kzars, sobre o fim da dinastia Romanov na Rússia. Muito interessante, como um império grandioso, majestoso, se desfaz e dá lugar a uma revolução sem precedentes na URSS.

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Hoje comecei a ver a série How to Get Away with Murder e para já estou a achar interessante, conseguiu cativar-me logo no primeiro episódio! 

 

No final da semana passada já ficou dois dias na escola sem chorar! Pensámos que estava ultrapassado o drama da adaptação, pelo menos aquele choque inicial, mas hoje ficou novamente a chorar. Além de choramingar para ficar, também não conta quase nada do que faz e diz que não tem amigos novos, excepto uma Amy que desconfiamos ser amiga imaginária (não há ninguém na turma com nome semelhante). Não sei bem como lidar com amigos imaginário, mas se ela fica mais descansada, parece-me que não há problema. Mais umas semaninhas e está óptima 😊 e depois vem o irmão. Minha querida filha, que consigamos todos adaptarmo-nos o melhor possível a todas as novidades. A mamã tem mimo de sobra para todos, só precisa de voltar a ter forma física para tal 😊 

 

Os avós convidaram pequena princesa a ir passar fim-de-semana fora. Num dia normal, sem gravidez de risco, eu diria não não não. Mãe galinha como sou deixaria a cria sair de casa lá para os 17 anos 😋 Tendo em conta que estou presa a uma cama, que o meu homem se tem desdobrado para tomar conta de mãe e filha, pareceu-nos que estava na altura de deixar a princesa ir passar o seu primeiro fim-de-semana sem papás. A princesa porta-se muito bem, só estávamos com algum receio das noites, mas até aí se portou lindamente. Os papás descansaram (a mãe desespera de tanto descanso, daqui a uns tempos vai sentir - lhe a falta), a princesa brincou com os avós e passou algum tempo com eles, o que é importante pois não costumam estar juntos muito tempo. E a família é o mais importante que temos, na vida agitada que levamos.

Acabei de a deitar, foram 40minutos de história, mãe faz cócegas (festinhas), pipoca a abrir os olhos, muito parda centos, só para ter a certeza que a mãe não sai do lado dela. Muito mimo. Mimo e amor que me aconchegam o coração.

A princesa está uma crescida e parece pronta a ficar uns dias sem os papás, sem sofrimento. Temos que potenciar este crescimento, esta 'autonomia', é sinal de que estamos a fazer qualquer coisa bem 😊

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