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Life in Pink

Life in Pink

Sou feliz. Tenho uma família linda, não poderia pedir mais (pais, mano, "factinhos", filha, e restante família). Não sou completa. Falta-me algo e sei bem o que é. Falta-me sentir-me realizada com o que faço. Falta-me um trabalho que me complete, que me torne uma pessoa melhor. Que me faça dedicar, entregar-me, como o faz a minha família. Não gosto do que faço. Não tenho qualquer motivação para fazer mais, melhor. Depois, dá-se o efeito "pescadinha com rabo na boca". Estou descontente com o que faço, estou aborrecida - > como porque sim. Umas semanas passadas, os kgs aumentam, a insatisfação continua, mas desta feita com um peso extra, e não só na consciência. Como continuo insatisfeita, nada muda. Story of my life. Até que se faz um click e lá faço uma dieta e o peso volta ao normal, mas a insatisfação profissional e consequentemente pessoal continua. Amo de paixão a minha família. Sou feliz. Não sou completa.

Há uns dias trouxe um papelinho da creche. Pedido de autorização para pequena princesa assistir a uma peça de teatro na escolinha, mais a indicação do preço. Ainda vacilei, pois pensei, vou pagar e ela vai odiar. Entretanto, a adesão das mães foi enorme e eu não quis deixar a pequena de parte. Como correu então o teatrinho? Nas palavras da educadora da pipoca "Salvo raras excepções, correu lindamente, eles gostaram muito". Sim, é isso mesmo, pequena princesa é uma das duas "raras excepções". Desatou a chorar assim que viu dois estranhos a entrarem na salinha da creche onde ia decorrer a peça. Nada de sorrisos. Só choro e pedido de colo. Eu já adivinhava..

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Com um dia de atraso. Pai. Não poderia deixar de elogiar.

A princesa tem um grande pai. O pai cuida, o pai educa, o pai ama e dá miminhos, o pai protege. O pai toma conta de nós, o pai faz-nos rir, faz-nos sonhar, faz-nos sentir umas princesas. O pai tem em si uma capacidade fantástica de ser pai. Há algo inato que o leva a tomar as melhores decisões, a agir no momento certo, a cuidar, a educar, a proteger. O pai é sensato e nunca entra em pânico. O pai tem pouca paciência, e para isso está cá a mãe. O pai faz a princesa rir como ninguém.

O pai trabalha, limpa a casa, atura as lamechices da mãe, as birras da princesa e ainda dá miminhos. O pai toma conta de nós. E nós estamos cá para ajudar o pai a ser feliz.

 

A minha mãe vai ser operada hoje. A minha mãe mora a cerca de 250 km de distância. Não estou ao pé da minha mãe e isso não faz sentido para mim. Trata-se de uma operação relativamente simples (se bem que qualquer operação envolve os seus riscos) e após muito pensar, optei por não ir ter com a minha mãe. Não estou minimamente confortável com esta decisão, mas iria fazer 500 km numa tarde para estar com ela alguns minutos. Faz todo o sentido. É a minha mãe. Merece a minha presença. Merece tudo. Não é por ser minha mãe que o digo, mas é muito boa pessoa e merece o mundo. Merece a minha presença e eu não estou lá. Estou cá. Asseguro que tudo corre bem em minha casa. Mas continua a não fazer sentido para mim.

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 Realizado por Stephen Chbosky, conta com actores como Owen Wilson e Julia Roberts, no papel de pais de duas crianças - uma jovem adolescente e um menino que vai começar o quinto ano numa escola nova. Na realidade, o menino (Auggie), que foi submetido a 27 cirurgias desde que nasceu, nunca frequentou a escola até à data. Devido à sua aparência, os pais optaram por o proteger, sendo acompanhado em casa pela mãe. Auggie começa a escola e sofre bullying por alguns colegas, devido à sua aparência. Entretanto, ao lidar com a situação de Auggie, os pais deixam para segundo plano a sua filha adolescente, que por sua vez também atravessa um período complicado. Como a própria refere, o seu irmão é o sol, e todos os outros giram à volta dele. Ela nunca se importou com este estatuto, pois percebe que os pais não se conseguem duplicar e tenta não dar causar problemas à família. No entanto, também quer um pouco de atenção, principalmente nesta fase da sua vida em que se sente um pouco abandonada na escola pela sua melhor amiga. Este filme retrata a vida da família e o modo como vão gerir todas as emoções do dia-a-dia. É um óptimo filme, que mostra o melhor que pode haver nos seres humanos, é um filme feliz. O modo como ambas as crianças conseguem lidar com as situações que lhes vão acontecendo, muito por força das amizades que vão construindo, é bonito. Infelizmente, nem sempre é isto que acontece na vida real. (fiquei logo em drama a pensar que não estou preparada para deixar a princesa voar - vai ser dramático quando ela mudar de escola - avizinha-se um temporal, vulgo, vou chorar baba e ranho) 8/10

Receber uma fotografia no telemóvel da princesa e do excelentíssimo pai, a dizer, vem ter connosco (sexta-feira passada - sou sempre eu a levar e a apanhar a princesa na escola) - fiquei tão emocionada que até lagriminhas me vieram aos olhos, mas obviamente que, dado estar no local de trabalho reprimi-as fortemente :)

Se isso foi um gesto muito simpático do excelentíssimo papá da bebé, o que dizer de ontem? Faltam-me palavras.. Cheguei à cama e tinha.. lençois lavados! Foi tão maravilhoso. Não sou só eu que adoro dormir em camas lavadinhas, certo? Pois bem, de manhã, quando saí com a princesa para ir às compras (não voltar a levar pequeno chumbo quando planeio comprar fraldas e mais iogurtes e frutas e lalala e ainda com chuva - é um desafio muito bom para alguém que frequenta o ginásio, já eu, cheguei estoirada a casa), o papá ficou encarregue de aspirar o palácio. E trocou os lençois!!!

 

Wow, é verdade. Pequena princesa dormiu 12 horas, de sábado para domingo. Na realidade foram 12h30. Uma verdadeira loucura, uma data a registar. E então, o que aconteceu para tal recorde se verificar? Sábado foi dia de almoço em casa da avózinha. Passámos a manhã em casa (chovia imenso, não deu para sair), às 11h a pequena estava a almoçar e às 12h20 saímos de casa. O plano era, assim que chegássemos a casa da avó a princesa brincava um bocadinho e depois dormia a sua sesta de duas horitas. O que aconteceu foi - assim que entrámos no carro a princesa adormeceu, quando chegámos a casa da avó acordou. 15 gloriosos minutos de sesta. Esteve lindamente durante o almoço e a tarde, até que, a partir das 17h/17h30, parecia ter bebido qualquer coisita ao almoço, tropeçava, caiu algumas vezes, aproveitava todos os instantes para encostar a cabeça, mas rapidamente a levantava também (já todos sabemos que este bebé não adormece em qualquer lado). Optámos por terminar a estadia em casa da avó e fomos para casa. Assim que entrou no carro adormeceu (eram 19h). Chegada a casa, trocámos fralda, pijama, caminha, e ali ficou até ao dia seguinte (houve um interregno de 10 minutos lá pelas 4 da manhã - a pipoca não tinha jantado e começou a pedir leitinho :p - biberão dado, barriguinha atestada, soninho).

20 meses de bebé boa, como é possível? E está tão, mas tão fofa. Fora acordar religiosamente às seis da manhã, é a bebé mais querida e amorosa do mundo (do meu, pelo menos).

Resumo deste mês:

Soninhos - pois. 9h de sono noturno e 2h de sesta. Mais coisa menos coisa. Continua a ir para a cama por volta das 20h30 (há dias em que está tão cansada que a deitamos uns 15/20 minutos mais cedo; outros há em que a deixamos, na loucura, connosco até às 21h). Ela dá sinais claros de sono. O mais claro de todos é aproveitar todos os instantes para deitar o lombinho - no chão, no sofá, onde calhar. Quando já passou o limite, fica um bocadinho histérica, a correr pela casa toda trôpega, a fazer asneiras. Tem acordado demasiado cedo, pontualmente às 6h (ontem eram 5h50). Damos-lhe leitinho e tentamos que adormeça novamente, desta vez no meio dos papás. Hoje correu bem, adormeceu mais uma horinha, mas já não o fazia há uma semana. A sesta pós almoço costuma ser de duas horas. Na creche vai para a caminha por volta das 12h/12h30, em casa costumamos deitá-la perto das 13h. Os papás acalentam a esperança que a bebé faça umas noites de 12h algures no tempo.

Comida - depois do alerta da pediatra, que referiu quinhentas vezes que a bebé está obesa, as comidas que lhe oferecemos estão praticamente na mesma, com a eliminação de bolachas e a diminuição do leite matinal. Bebe 270 ml de leite às 6h, come qualquer coisa antes de ir para a escolinha, pelas 8h30 (hoje foi um iogurte, pelo que a diminuição do leite, erm, pois; ontem foram panquecas caseiras). Almoça na escola, sopa, prato com peixe/carne, hidratos e legumes, lancha iogurte + pão ou papa, jantar semelhante ao almoço. Ao final do dia, muitas vezes está tão cansada que só come sopa. Voltámos em força às mini panquecas caseiras, que leva agora para a escola (a auxiliar confessou dar bolachas todos os dias ao final da tarde, agora dá panquecas). Continuamos a fazer papas caseiras ao fim-de-semana. Come lindamente sopa e as refeições continuam à base de cozidos e grelhados com pouco sal. Adora hamburgueres e bife grelhado, quinoa com vitela. Come bastante bem peixe/carne/massa/arroz, legumes em pouca quantidade e preferencialmente na sopa, Se estiver distraída come tudo (a avó põe a pequena a ver vídeos quando lhe dá a comida, e vai tudo, mesmo legumes). Continua a não comer feijão/grão/ervilhas. Adora iogures. Adora pacotes de fruta. Adora leite meio-gordo. Bolachas de arroz continuam a ser um must. Yey.

Fala - imita tudo, replica tudo o que proferimos. Atrapalha-se nas frases curtas, mas tenta sempre. Frases compridas, ainda não. É tão engraçado vê-la a tentar dizer tudo. Tenho um problema - a velinha, o pezinho, o lalalainho. Tenho que melhorar isto, porque a miúda repete mesmo tudo, o que pode gerar alguma confusão com conceitos. Não é bolinha, é bola. Não é pezinho, é pé. Continua a não dizer sim (diz é). Agora, quando diz não e quer vincar o não, faz o gesto com o dedo (o que implica alguma destreza e eu acho simplesmente amoroso - impossível não sorrir quando ela faz isso, o que, lá está, quando eu digo sim e ela não, eu sorrio.. ok ok, coisas a trabalhar). Ontem disse brinquedo pela primeira vez - seguramente aprendeu na creche. Está gira que se farta, já referi isso?

Andar - anda, corre, não pula. Ainda falta essa parte. Está a trabalhar a questão de subir e descer degraus (quando voltamos da creche para casa, passamos por uns prédios que têm umas escadas na entrada). Paramos quase sempre, pois pequena princesa lança-se do colo de sua mãe para o chão, porque quer subir as escadas. E depois descer. E subir novamente. Faz aviões (agarrada ao sofá, estica a perna para trás). Continua a dançar maravilhosamente, estilo mola. Também encolhe os ombros, para dar mais charme à dança.

Brincar - continua na mesma. Papás a sonhar com o brinquedo milagroso que a prenda mais do que 5 minutos. Não são bonecas, vulgo nenucos. Não são legos. Não são livros nem brinquedos musicais. Adora brincar na cama dela, fazemos uma espécie de tendinha (colocamos uma manta presa nas grades em metade da cama..) e ela faz cucu e deita-se e levanta-se e pede peluches. Não gosta de arrumar nada.

Higiene - OMG cortámos-lhe o cabelo! Até me faltou a respiração quando vi um pedaço gigante de cabelo a cair.. O cabelo estava grande, mas era tão bonito. (temos tempo para estas mariquices, eu sei, mas era mesmo fofinho - continua muito fofinha e com ondinhas, mas não é a mesma coisa). Banho, mixed feelings, é sempre um filme para entrar na água, novo filme para sair. Lavar o cabelo, drama. Lavar os dentes, felizmente tudo bem. Vestir, tem dias. Há dias em que deixa vestir lindamente, outros há em que faz birra para tudo.

Creche - tem sido chatinho deixá-la na escola. Não chora, mas cola-se a mim que nem uma lapinha e nunca quer ir ao colo de nenhuma educadora/auxiliar. Por vezes vem uma menina mais crescida buscá-la e leva-a pela mão, o que ela aceita bem. Parece-me que de resto tem tudo corrido bem. A alimentação na creche não é das melhores, mas não há locais perfeitos.

Socialização - não adora multidões. Fala bem com quem não lhe liga nenhum. Vai reagindo cada vez melhor a pessoas estranhas, mas com muita cautela. Se alguém se aproxima para lhe dar um beijo, está tudo tramado. Temos que gerir estas aproximações sempre com muita calma. Não gosta de partilhar os brinquedos com os bebés que frequentam a nossa casa. É uma pequena luta. É envergonhada, adora o tio, é a nossa princesa. Faz da mãe o que quer, o pai impõe limites (por vezes "ferve" demasiado rápido, mas pronto, a mãe compensa).

 É um amor. Uma família linda. A minha família. Pena os avós estarem tão longe.

 

 

Eu esperei. E esperei. Mas parece-me que esta fase não vai passar tão cedo. 6h da manhã são a nova hora de despertar. Não é dramático, mas também não é nada simpático :) Bem tentamos que a princesa fique na nossa caminha, relaxada, a dormir mais um bocadinho. Já ela, ou começa a contar, a falar ou a saltar na cama. O soninho da noite reduziu drasticamente para 9h (antes eram 10h, não foi assim tanto, mas para nós parece meio dia).

Fora isso, está uma fofa e já fala tanto! Tenta imitar tudo, é tão giro.Diz os nomes da família toda, da comida, de tudo. Gira que se farta, é o que é.

Acho demasiado cedo considerar um bebé obeso aos 19 meses e meio, mas eu nada percebo desses assuntos, portanto não vou aprofundar o tema. Pequena princesa teve ontem a consulta dos 18 meses (apesar de estar quase com 20 meses). Está óptima em todos os aspectos, desenvolvimento top, fala imenso, já conta, reconhece os números, e é um amorzinho. Distribui beijinhos e miminhos pelas pessoas que lhe são mais próximas (sim, continua a odiar estranhos que respiram perto dela), não consegue ainda concentrar-se algum tempo numa brincadeira, mas isso nunca foi o forte dela. Deve continuar a ser seguida pelo otorrino e, se a constipação atual não descambar, só voltamos à consulta aos dois anos. Yeyy. A pequena está cheia de expectoração, mas começámos a fazer aerossóis com Atroven e está a melhorar. Ainda assim, a pediatra não ficou completamente descansada com a auscultação. A ver como corre. Pelo menos não fez mais febre (andou a fazer febre ligeira durante quase uma semana, antes do Atrovent).

Como fez alergia ao kiwi, fomos aconselhados a levar a princesa a uma alergologista e a fazer teste a alergias alimentares.

Continuar com cremes para pele atópica, apesar das melhorias significativas dos últimos meses.

Tem 79 cm e pesa 12,350 kg. Percentil 15 altura, percentil 85 peso. Como sempre. Mas agora é uma preocupação e temos que ter atenção ao que a pipoca come. Nada de bolachas. Reduzir o leite. Muita sopa e menos prato principal. Ora bem, na presente semana, e hoje é quinta-feira, a princesa comeu o prato principal uma vez. Nem fruta quis a seguir. Só sopa. Mas, e há sempre um mas, vamos ter que falar com a direção da creche e talvez começar a levar algumas comidinhas da princesa preparadas. Duas vezes por semana há papa ao lanche. Não, não são papas boas como as que fazemos em casa. São papas da Nutribén. Há bolachas maria no reforço da manhã (intercala com fruta). A minha questão, no meio disto, é a seguinte - como explico à pipoca, que no alto dos seus quase 20 meses, deve comer fruta e não bolacha, quando os amiguinhos estão todos a comer bolacha? Vamos voltar às mini panquecas, pode ser que resulte! Ao fim-de-semana comemos panquecas e ela adora.

As birras, que já começaram levemente, vão aparecer em força. Os limites terão de ser impostos, as regras claras. Sem cedências áqueles olhinhos maravilhosos e ao beicinho. Os limites já andam a ser testados - pequena princesa testa especialmente o pai nas suas marotices - fica olhos nos olhos com ele e continua a tentar fazer aquilo que a aconselhámos a não fazer. A auto-regulação é fundamental, assim como aprender a lidar com a frustração. O cérebro de um bebé é uma coisa maravilhosa e o impacto das nossas acções na construção da sua personalidade não é de desvalorizar.

A princesa chorou a consulta quase toda. A partir do momento em que teve que se despir para ser auscultada, pesada, medida, foi o descalabro. Passou rápido, assim que saímos do consultório. De acordo com a pediatra, a partir dos três anos estas consultas serão menos "emotivas" para a bebé.

 

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