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Life in Pink

Life in Pink

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 Desde que vi o trailler deste filme, há vários meses atrás, que fiquei cheia de vontade de ver o filme. Arranjámos um buraquinho na agenda (aliás, dois, que foi demais para uma noite) e lá o vimos.

Extraordinário. Adorei. É uma história verídica, pelo que em termos de espetacularidade de imagens e som, imaginação do guião e etc, é um filme bastante simples. Já a dualidade da integridade do homem - a falta dela em relação à instituição para a qual trabalhava; a sua existência completa para com os seus valores e lealdade para com o país - é algo digno de registar. Snowden é um génio. O trabalho que efetuou não pode ser feito pelo comum dos mortais. O que fez com os dados a que teve acesso, acabar com a vida que conhecia e colocar a própria vida em risco em prol do seu país e da verdade é algo inspirador, que não está ao alcance de qualquer pessoa.

Uma pessoa singular, sem qualquer dúvida. 8/10, se tivesse que avaliar :)

 

5 meses de ti meu amor. 5 meses desafiantes, em que aprendemos imenso contigo. 5 meses de um amor único que não se consegue explicar.

Longe vão os dias em que choravas horas e horas, primeiro com dores, depois com sono e incapacidade para dormir. Agora, felizmente, o choro é outro - ou são as tuas amorosas birrinhas ou é a soneca e a tua ainda incapacidade para lidar com o sono (se estás na espreguiçadeira, é só fechar o olhinho e dormir, se num colinho bom, encostar a cabecita e dormir). És uma rezinguinha linda e amorosa, que gosta bastante de comer. Abres um sorriso enorme quando vês o biberão a ser preparado. A sopa continua a passar sem grandes dramas, mas a fruta é comida com outra voracidade. Tempos houve em que choravas sempre que te trocávamos uma fralda. Hoje ris e palras imenso quando o fazemos (também te arranhas como se não houvesse amanhã, mas que podemos nós fazer?). Decidiste também começar a falar muito quando te damos sopa ou papa, e lá vêem uns salpicos para cima de nós. Já dormes algumas (poucas) noites completas, mas quando são interrompidas, geralmente só há uma interrupção e voltas a adormecer rapidamente (até há duas semaninhas, ainda ficavas acordada umas duas horas a resistir ao sono).

Estás uma crescida, uma fofa, e és o amor dos papás, dos vovós, dos titios etc. Um amor redondinho e compacto.

 

Muito trabalho. Tanto. Tanto e tanto que não tenho tempo para pensar na bela adormecida que deixo em casa, com o melhor pai do mundo. Recebo foto a meio da manhã para manter a motivação em alta, na hora de almoço dou um pulinho a casa e vejo a minha linda família, e pouco depois das 16h estou pronto para regressar, a toda a velocidade, ao sítio que me faz feliz - a casinha onde estão os meus dois amores. Como o trabalho tem sido tanto, tem corrido tudo bem, sem grandes dramas. Custa um bocadinho sair de casa e deixá-los, mas passa rápido :)

O papá faz um trabalho extraordinário e começa a ser mais confiante a dar a sopinha (o calcanhar de Aquiles dele). Durante a noite tem acordado uma vez, o papá prepara e dá o biberão (eu troco a fralda, uma tarefa muito exigente :p) e volta a adormecer. Uma princesa. Um príncipe. Uma família linda, maravilhosa :) 

Preparei uma bananinha para depois da papa, porque é uma frutinha que deixa sempre o estômago mais composto (e também não tenho muito por onde escolher, sobrava pêra ou maçã). Preparei a papa e lá nos lançámos nós em mais uma tentativa - e não é que gostou? comeu a papinha toda e a fruta toda. 

Depende o sono de um estômago bem composto? Parece-me que não - desta vez que comeu tudo acordou a meio da noite e demos-lhe um biberão com 150ml de leite (o dia foi agitado, completamente fora da rotina dela). Na primeira tentativa, mal tocou na papa, só comeu a fruta, e dormiu a noite toda, das 20h30 até cerca das 8 da manhã.  A rotina é algo muito importante para os bebés e para os seus soninhos, principalmente para bebé mais sensíveis. Qualquer alteração dá cabo de uma boa noite de sono. Temos que colocar os nossos bebés no mundo, habituá-los às mais diversas realidades, mas há tempo para tudo.

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E chegou o último dia. Não estou feliz. Não estou radiante. Estou bastante apreensiva na realidade. Quero aproveitar esta princesa ao máximo, brincar com ela até nos cansarmos. Pelo menos seis horas por dia afastada dela parece-me um abuso. E isto se os empregadores forem simpáticos, se não perdermos muito tempo em deslocações, se não nos pusermos a perder tempo com compras e afins, actividades por vezes necessárias. Eu sei que também nos faz bem, a mim e a ela, sairmos desta nossa conchinha. Aliás, não sei, quero acreditar que sim, apesar de tudo dentro de mim me indicar que não. Que esta redoma lhe faz bem, que ter a mãe a tempo inteiro lhe faz bem (depois leio estas coisas e acredito ainda mais no que a minha intuição me diz - https://www.maemequer.pt/desenvolvimento-infantil/desenvolvimento-fase-a-fase/parentalidade-positiva/tempo-que-as-maes-dedicam-aos-filhos/). Quero ser a pessoa preferida dela, eu sei que na adolescência perderei esse posto (ou até mesmo antes para o papá heheh), mas quero ser a pessoa dela. Em quem ela confia, o colo que vai querer sempre que se sentir mais desprotegida, o colo que sempre estará aqui para ela. Já tenho saudades dela, e ainda aqui estou. Voltar ao trabalho é uma treta. Blargh.

A casa também merece uns presentes, até porque nos facilitam a vida a nós! Estes dois, apesar de acessórios, nos dias que correm parecem-me bastante essenciais.

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Todos os dias aspiro a sala, são os lixos que o carrinho do bebé traz da rua, são os cotõezinhos das malhas, blargh blargh. Até que este amiguinho agora dava jeito.

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 Esta bela máquina que sempre me pareceu bastante dispensável ter-me-ia dado um jeito fantástico ontem, enquanto ralava cenouras, para fazer um bolinho de cenoura e nozes. O tempo que a bebé me deixa livre é pequeno, faço tudo a correr, ralar cenouras em modo acelerado é penoso, faz doer o braço e transpira-se :)

E pronto, após alguns meses com muito sono em falta, eis que voltam as insónias. Já não bastavam os dias extremamente extenuantes (mas maravilhosos), as belas das insónias voltaram em força. Parece-me que será ansiedade de regresso ao trabalho, que não me apetece nada. Por deixar a princesa, sim, mas não só. Não me apetece voltar para um local onde há dramas constantes, onde por mais que tentemos ignorar o cenário envolvente de filme dramático, somos apanhados no enredo, pois não há por onde escapar. Há uma coisa que não gosto muito - quando perguntamos a alguém como está, a resposta tipicamente portuguesa de assim assim, mais ou menos, ou só a interjeição ahnnn - há pessoas que conseguem responder isto todos os dias. TODOS. Será a vida delas assim tão chatita? Bem, tenho que me deixar de coisas e aceitar as pessoas como são, é um facto. 

E a fome emocional? Também me tem afectado, o que também interfere ali qualquer coisita com o sono. A princesa começou a adormecer sozinha, mas chora. Chora para o fazer e na sesta grande após o almoço chora muito. E eu o que faço? Como enquanto desespero a olhar para o intercomunicador. Esta ansiedade tonta tem tomado conta de mim. Óbvio que nestas alturas posso ter a despensa cheia de bolachas "saudáveis", mas blargh, são necessárias coisas gordas para atravessar este período. Melhores dias virão, só espero não ficar uma bola até lá 

 

A medo, lá fiz a sopa com feijão verde - batata doce, cebola, cenoura, alho francês, brócolo, chuchu e feijão verde. Ficou uma sopa bastante grossa e com um sabor intenso a feijão verde. Por achar o sabor muito forte, guardei uma sopa de recurso, caso ela rejeitasse a nova. Felizmente não foi necessário - fez aquela careta de "blargghhhh que raio é isto??" quando lhe dei a primeira colher, mas ela faz sempre isso com qualquer sopa, mesmo que já a tenha provado. E lá comeu tudo Uma princesa linda. Parece-me que não teremos problemas com as papinhas, a ver vamos se nos continua a facilitar a vida neste sentido.