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Life in Pink

Life in Pink

Eco do terceiro trimestre é hoje. Tenho tantos receios que não sou capaz de os colocar por escrito, tal o medo de que se possam materializar. Ansiedade tonta! Estamos cada vez maiores, a barriga cresce a um tamanho desmesurado agora. Quando pensamos, naoooo, impossível crescer mais, eis senão que ela nos surpreende!

Um pão. Outro pão. Leite com cereais. Um bolo. Bolachas. Uma maçã. Mais bolachas. Mal estar. Ninguém precisa desta quantidade de comida, principalmente tudo de seguida. Um dia sem exemplo? Infelizmente não, é mais a rotina do dia-a-dia que é necessário quebrar. Como aqui chegámos? Como aconteceu isto? Não sei precisar, foi há umas semanas. Porque? Mais uma vez, sinto-me impotente, incapaz de encontrar uma explicação. A gravidez está a correr bem, estava a conseguir controlar os ataques d doces, de comida em exagero. Não mais me sinto capaz. Não sei o que mudou, mas perdi a força, a capacidade de resistir. Vejo-me a crescer a cada dia que passa, sinto-me triste com isso, mas não consigo mudar. Já passei demasiadas vezes por esta situação, para saber que é mesmo preciso que exista um click dentro de nós, algo que nos faz mudar a mentalidade de um dia para o outro. O que leva a essa mudança? Depois de anos neste circo, não consigo explicar, simplesmente sei que acontece, mais cedo ou mais tarde. O aliado para que tal aconteça mais cedo não o posso usar desta vez - o desporto. Como sair deste círculo vicioso? Se descobrir, relatarei, mas neste momento não vejo qualquer luz ao fundo do túnel. Só espero não entrar na espiral depressiva de comer, engordar, não me sentir bem no meu corpo, não querer sair de casa, comer mais, deprimir, e por aí fora. Quando se cai desta forma, custa levantar, e o caminho parece penoso, mas sempre possível. Sempre o foi, também agora o será. Mas quando?

Latitid é uma marca portuguesa, lançada em Abril de 2013, no Porto. Confeccionada 100% em Portugal, com tecidos maioritariamente importados de Itália, apresenta o que para mim são os fatos de banho e bikinis mais giros da estação Primavera/Verão 2016.

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A imagem da marca quando se entra no site é a que se encontra em cima. Apaixonei-me irremediavelmente pelo bikini que se encontra do lado esquerdo, mas está esgotadíssimo.

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O referido bikini, desta vez de frente.

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 Não tão interessante quanto o primeiro, mas também com muito potencial :)

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Adoro este fato de banho. A simplicidade com o pormenor de só ter uma alça. A tira de lado. Está simplesmente maravilhoso. E óptimo para disfarçar a barriguinha que esta princesinha me está a moldar!

A data de nascimento da baby ML está prevista para finais de Julho. A imensidão de contracções que tenhom sentido fazem-me temer o pior - um parto prematuro. Não é dramático, mas preferia que a princesa se aguentasse dentro de mim por mais umas boas semaninhas.

Confesso que tenho algum receio do parto, mas muito mais do pós-parto. Tenho receio que o parto não corra pelo melhor, de uma perda despropositada de sangue e de tanta coisa que pode correr mal nestas situações. Mas não é este receio que me preenche o pensamento e me faz passar umas horas acordada. O que vai acontecer ao meu corpo nos primeiros dias após o parto? Precisarei de levar pontos, muitos? A higiente como será? Esta parte assusta-me horrores. Já para não falar da criança, estarei à altura? Conseguirei amamentar? Estarei acordada sempre que precisar?

Neste momento sinto-me um pouco egoísta, ouço imensos papás com idade semelhante de gestação a desejar ter os pimpolhos nos braços, a começar uma vida a três. Por enquanto não desejo isso. Fico muito feliz por seguir o crescimento da baby através de ecos, mas quero ainda aproveitar os últimos tempos de gravidez. O sossego, dormir algumas horas de seguida, não pensar no emprego que se encontra em suspenso, e tentar namorar um bocadinho. Gostava de ainda ter mais umas semaninhas para apreciar este estado de graça, dar atenção a quem me rodeia, principalmente ao namorado, e para lhe dar o tempo que ele precisa para ele próprio (parece que hoje precisa de algum, diz que as hormonas me estão a afectar; eu não acho, mas pronto, dou o braço a torcer :p).

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Sábado passado em família e passeio, almoço e lanche entre Lisboa e o Estoril, final de dia caseirinho, porque as contracções fizeram-se sentir o dia todo!

Domingo começou com uma voltinha pelo Estádio Universitário, e para aproveitar o sol e apanhar um bocadinho de ar sem grande confusão, optámos por uma ida com amigos ao Parque bensaúde, situado na freguesia de São Domingos de Benfica. No meio do bulício da cidade, encontramos este parque verde fantástico, com espaço para brincadeiras, pic-nics, festinhas de aniversários, baloiços para os mais novos, banquinhos para descansar, ler e relaxar e, um espaço reservado para exercícios de cães (na foto ao lado).

Escrevo por vezes sobre o meu esforço por me tornar uma pessoa melhor, superior a coisinhas do dia-a-dia que não têm qualquer relevância. Nesse sentido, tudo o que sejam artigos de psicologia e psiquiatria despertam a minha atenção. Ontem por acaso descobri um projecto bastante interessante - Mãegazine - e através dele, um artigo que gostei muito de ler, e do qual partilharei aqui um excerto, porque me parece em tudo pertinente nos dias que correm. A arte de escutar o outro, a empatia que podemos criar para com o outro, não apenas a simpatia. É certo que na maioria das situações a empatia nasce connosco, ou temos ou não temos, mas acredito que podemos sempre evoluir, crescer enquanto amadurecemos, e trabalhar a nossa pessoa no sentido que lhe queremos dar, no sentido que acreditamos ser o melhor para nós e para os outros. Porque crescermos enquanto os anos vão passando, moldarmos o nosso eu, aperfeiçoarmos a nossa personalidade, tudo isto constituem pequenos passos no caminho para a felicidade. A felicidade não é ter muito, possuir uma imensidão de bens, a felicidade está na relação que estabelecemos com as coisas, e principalmente com o outro.

 

Citando novamente José Tolentino Mendonça, agora no seu texto A Arte de Escutar:

“A escuta não é apenas a recolha do discurso verbal. Antes de tudo é atitude, é inclinar-se para o outro, é confiar-lhe a nossa atenção, é disponibilidade para acolher o dito e o não dito, o entusiasmo da história ou a sua dor mais ou menos ciciada, o sentimento de plenitude ou de frustração. E fazer isto sem paternalismos e sem cair na tentação de se substituir ao outro. Ouvir é oferecer um ombro, onde o outro possa colocar a mão, para rapidamente se levantar. Ouvir é colaborar amigavelmente num processo de discernimento cuja palavra derradeira cabe sempre à liberdade do próprio.”

Por vezes precisamos muito que nos oiçam, e os amigos e familiares podem cumprir essa função. Mas é importante que saibam manter a tal distância de não julgamento e não aconselhamento (do género eu sei muito bem o que é que estás a precisar). Basta estar ali, de coração aberto.

 

Disponível em https://maegazine.com/2015/08/11/empatia-vs-simpatia-a-arte-de-escutar/

Sinto-me melhor. A hemorroidazinha ainda cá vive, mas está mais pequenina. Hoje o treino foi mais calminho, um bocadinho de eliptica, um bocadinho de passadeira, musculação para braços efectuada sentada em cima de bola de pilates, alongamentos. Contracções poucas, bem menos que ontem, que foi uma loucura. Sinto-me mais animada, com vontade de sair e aproveitar o mundo, mas consciente de que o corpinho precisa de descanso, pelo que o sofá continuará a ser a opção. Baby ML continua a dar pontapes, murros, whatever, e soluços pobrezinha! Muitos soluços esta criança tem, mas é bom sinal, significa que a parte respiratória se está a desenvolver :)

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Estava capaz de adquirir a colecção inteira da Kind of Sweet. Está simplesmente maravilhosa! Ténis é algo que também me tem apetecido imenso comprar (a mim, que estou feita prisioneira em casa..) e estes da Keds são fofinhos :) Bikini Type giro giro e mais um colarzinho da Our Sins.

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 Este post não vai ser imparcial. Este filme tem como um dos personagens principais o actor Michael Shannon, do qual nunca gostei particularmente, e o facto de representar sempre papeis mafiosos não ajuda, confesso. Já estava de pé atrás quando o começámos a ver, mas após 112 minutos de tortura posso dizer que é um filme fraquíssimo. Fraco mesmo. na minha opinião, 4/10.

Uma família é despejada após não ter cumprido os compromissos para com o banco. A pessoa encarregue do despejo, dono de uma empresa que só trata dessas questões, dá pelo nome de Rick Carver. A família despejada, uma mãe, um filho e um neto, vão para um motel, um local com um ar duvidoso, mas único cujo custo conseguem suportar. Após tentar arranjar aluns trabalhos, o filho - Dennis Nash, recebe uma proposta de emprego de Rick Carver, que verificou as habilidades do mesmo para a construção. Dennis Nash envolve-se assim num sistema em que o dinheiro fácil começa a entrar - além do despejo de pessoas, há algumas falcatruas que ambos levam a cabo e que lhes permite ganhar dinheiro muito facilmente. Um filme inteiro a mostrar os esquemas e a má pessoa que Rick Carver representa, que termina com Nash a reconhecer que errou, que tomou um caminho fácil para retomar a sua vida, mas um caminho que momentaneamente lhe ofuscou os valores por que se deve pautar uma pessoa honesta.

Sou uma pessoa activa. Estar parada muito tempo é algo que nunca fui capaz de fazer sem me aborrecer de morte. Um fim-de-semana caseiro é algo que me causa arrepios, não apanhar um bocadinho de ar, estar com pessoas, etc. Aos sete meses de gravidez, e tirando o episódio das hemorróidas, não me sinto propriamente mal e gostaria de continuar a fazer tudo como até aqui tenho feito - ginásio, limpar/arrumar umas coisinhas cá por casa, ir às compras, andar e aproveitar o bom tempo que está a chegar. Isto é o que eu gostaria, a minha vontade, mas e o meu corpo? O meu corpo trai a minha mente, trai as minhas vontades. O meu corpo pede descanso. O meu corpo faz-me sentir contracções ao mínimo esforço que faça. E o medo de um parto prematuro congela-me as vontades, prende-me ao sofá, e por aqui vamos fazendo o que podemos para sobreviver ao tédio. Em primeiro lugar estará sempre a bebé e o seu bem-estar, disso não há dúvida. Mas que é frustrante ter energia e vontade de mexer, e não o dever fazer, lá isso é.

Mais uma vez, o namoradinho tem um papel fundamental na minha vida, como tantos homens nas vidas das suas companheiras grávidas. A limpeza da casa, as roupas, as comprinhas, tudo cai sobre os seus ombros. Actividades que antes eram partilhadas, deixam de o ser. Posso parecer demasiado defensora do género masculino, mas acho simplesmente que há coisas que a maioria das mulheres consegue fazer de modo mais rápido e prático do que os homens, daí a partilha de tarefas ser algo que normalmente é combinado de acordo com as aptidões de cada um. Decerto há homens que limpam a casa bem melhor que eu, não tenho dúvidas, a minha costela de fada do lar perdeu-se algures no tempo (na realidade não sei se nasceu comigo), mas o que quero transmitir é que tudo é mais simples quando feito a dois. A tarefa de cuidar da casa e de mais duas pessoas, a grávida e o bebé, não é coisa pouca. Quando há apoio da família, tudo é mais simples, mas pressupõe que a família resida perto, o que nem sempre acontece. Ser independente é algo que prezo cada vez mais.