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Life in Pink

Life in Pink

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No Dia da Mulher, 8 de março, houve ida ao cinema. Ante-estreia de Ride, na Onda, realizado por Helen Hunt, sendo a actriz uma das protagonistas. Filme leve, mas bom. Confesso que a expectativa era baixa, e talvez por isso saímos do cinema com um sentimento de realização que já não sentíamos há uns tempos (as últimas idas ao cinema, não tendo sido catastróficas, não foram de todo memoráveis). Ride conta a história de uma mãe e seu filho, da relação próxima de ambos, mas de uma exigência exacerbada sentida pelo filho relativamente à mãe. Uma história que nos passa uma mensagem - há momentos de dúvida na vida, é normal que os mesmos existam, traçamos planos, desistimos dos mesmos, voltamos atrás, mas no final tudo se alinha e tomamos decisões ponderadas, decisões num caminho cujo objectivo é alcançar a felicidade sempre que possível. A vida não é feita de linhas rectas, e os caminhos tortuosos só nos dão experiência, fazem-nos crescer.

Semana 20. Continuo a treinar 5 vezes por semana, mas começa a ficar mais difícil. Vou manter a rotina das 5 idas por semana ao ginário, mas a intensidade tem que mudar novamente. Tudo o que tinha muito impacto foi excluído desde início, mas até treinos localizados me cansam muito mais rápido nos dias que correm. Começo a transpirar mais cedo, o coração começa a acelerar e demora mais a acalmar. Semana 20. Falta metade do caminho. Parece-me que para o final já só conseguirei mesmo andar. E subir escadas? Um horror. A barriga continua a crescer a olhos vistos. O peito idem.

E comprinhas para o baby? Zero. Tudo parado a aguardar eco da próxima semana, para sabermos se é menino ou menina. Se for menino? Novo drama - nome! Que corra tudo bem até ao final é o que se deseja, tudo se há-de compor :)

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A escolha do fim-de-semana recaiu sobre este filme, que tem como actriz principal Kate Winslet.

O filme conta a história de Tilly (Kate Winslet), que regressa a casa - Austrália - para cuidar da sua mãe, já idosa e doente. Tilly tinha sido expulsa da cidade onde cresceu por acusações infundadas de assassínio. Quando regressa, depois de ter passado por cidades como Paris e Londres, apresenta-se como uma mulher moderna, sofisticada, que revoluciona o modo de vestir na pequena cidade, pois todos acorrem aos seus serviços. Uma história da busca pela verdade, com elementos de vingança à mistura. Filme fraquinho para o meu gosto.   

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Graham Greene nasceu em 1904, formou-se em História na Universidade de Oxford, e tem uma obra literária vastíssima. Trabalhou para o MI6, o que lhe trouxe um conhecimento profundo sobre as culturas com as quais conviveu ao longo da sua carreira. Este livro - O Poder e a Glória - publicado em 1940, retrata a sociedade mexicana dos anos 30 do século passado, uma época em que o governo tentou reprimir a Igreja Católica. A personagem principal é um padre, cuja fuga do governo por várias províncias do país é a pedra basilar desta história. Os precalços com que se depara, as pessoas que vai encontrando e suas reacções são uma tentativa de transportar o leitor para a época em questão. A alteração do seu próprio estado de espírito e das suas considerações sobre a religião, com o passar do tempo e a tentativa de fuga para território seguro, a falibilidade da natureza humana, são os elementos fulcrais desta controversa obra. Uma óptima leitura.

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Estou feliz, é um facto. Facto número dois - o cansaço que se apoderou de mim esta semana é um bocadinho mais do mesmo, mas com um factor novo - até tenho conseguido descansar umas 5/6hrs por noite. Como tudo na vida, vamos passando por várias fases, e esta em termos de descanso não tem sido a mais profícua. Nesse aspecto, melhores dias virão :)

Semana 19. Diz que o bebé é do tamanho de uma toranja. O amor e carinho com que a família recebe a notícia de um novo membro aquece-me o coração. O que já comprámos para o bebé? Pois.. pré-pânico :) a ver se com a ecografia de 15 de Março, em que saberemos finalmente se é um menino ou uma menina, começamos a comprar o mínimo necessário! Barriguinha crescida, peito.. snif, nunca mais será o mesmo! Mas é tudo por uma boa causa :) Ainda não se sentem pontapés, aguardamos ansiosamente por essa fase.

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Gonçalo M. Tavares conta com alguns dos mais prestigiados prémios literários no seu currículo, e em 2012 foi feito Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique. Jerusalém, publicado pela primeira vez em 2004, recebeu três prémios: Prémio Ler-Millenium-BCP, Prémio José Saramago 2005, Prémio Portugal Telecom de Literatura 2007 (Brasil). É um livro que fala sobre o ser humano, o que o move, a loucura que nele pode habitar. A crença na religião, a crença em pessoas que connosco se cruzam, a interligação da loucura com a crença, uma história que nos prende até ao fim, que nos faz questionar os valores que levam o ser humano a agir.   

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