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Life in Pink

Life in Pink

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O livro desta semana é uma lição de vida extraordinária. Não sou uma pessoa com uma fé inabalável, a minha fé, a crença em Deus é aliás bastante fraca, mas eu gostaria que fosse reforçada. Respeito a minha e todas as outras religiões, mas prefiro sempre não pensar muito nem falar sobre este tema. Acredito que as pessoas com uma fé forte são mais felizes, aceitam o que a vida lhes dá com uma calma e uma serenidade que quem não partilha dessa fé não encontra. 

Nascemos e Jamais Morreremos retrata a vida de Chiara Petrillo, uma jovem que deu à luz dois filhos que sabia não viveriam mais do que uma hora, para logo de seguida partirem deste mundo. Apesar do desacordo dos médicos em prosseguir com as gravidezes, Chiara acreditou que o seu papel de mãe era trazer essas crianças ao mundo, baptizá-las e deixá-las seguir o seu caminho.

Grávida do terceiro filho descobre que tem um cancro. Adia tratamentos para poder ter uma criança saudável. Este livro mostra-nos a atitude de Chiara durante todo este caminho. Sinuoso para muitos, Chiara começa por perguntar porquê ela, mas a dada altura, deixa de tentar perceber e aceita. Aceita que este é o caminho que Deus quer que ela trilhe. Aceita os dois primeiros filhos como bênçãos, aceita a doença. Durante os tratamentos, no hospital, dá força a todos os pacientes com quem se cruza. À família pede que a acompanhe até ao fim, mas sempre com um sorriso na cara, porque o que não suportaria seria a sua tristeza. Aceita tudo, até ao fim. Não questiona, não tenta perceber. Transmite paz, coragem e alegria a quem a rodeia.

Recomendo este livro a qualquer pessoa, independentemente da sua fé, da sua religião, de ser ateu ou agnóstico. Uma prova de vida com uma beleza extraordinária.

Os distúrbios de comportamento alimentar são um problema sério que atinge a nossa sociedade. As pessoas que deles padecem são muitas vezes olhadas de lado, por não fazer sentido o estado a que se deixam chegar, por não fazer sentido deixar de comer, esconder comida, ou empanturrar-se e vomitar tudo de seguida, muitas vezes para se voltar a comer. É um facto - não faz sentido - daí os vários distúrbios serem considerados doenças graves que devem ser tratadas em várias frentes. As doenças mais conhecidas são a anorexia e bulimia, mas há mais. A obsessão com o corpo, alimentação saudável, desporto, suplementos - uma vida fit - que se faz sentir na actualidade tem levado ao aumento do leque de doenças com conotação de distúrbio de comportamento alimentar - as doenças também evoluem com a sociedade! Como retrata a NIT através deste artigo, também a obsessão com comida saudável é um problema.

Não quero com isto dizer que não se deva fazer uma vida saudável e ter uma preocupação, mais uma vez saudável com o nosso corpo. Claro que sim! Fã assumida de ginásio e comida saudável, não poderia ser de outra forma :) Mas há que deixar espaço para outro tipo de comida, mais tradicional e com alguma gordura adicionada, há que deixar espaço para não fazer um drama quando não se consegue ir ao ginásio num ou noutro dia. Em todos os aspectos da nossa vida devemos procurar um equilíbrio, e este é um deles. O equilíbrio é fundamental.

O meu objectivo com este post não é defender nenhum estilo de vida, nem perder-me em definições exaustivas dos males que afectam a nossa sociedade. O meu objectivo é chamar a atenção para uma parte importante do tratamento destas doenças - a psicoterapia (ou coaching para quem preferir). Como refere a Catarina, do blog Dias de uma Princesa, o desporto é fundamental quando se quer fazer uma mudança para uma alimentação mais saudável, quando se quer ultrapassar uma relação desequilibrada existente com a comida. Se o desporto chegar para se atingir o equilíbrio necessário, óptimo! Contudo, muitas vezes é insuficiente, e aí a psicoterapia é fundamental - como em tudo, há péssimos profissionais, mas também há óptimos psicólogos a trabalhar nestas áreas, e podem ajudar tanto! Espero que na nossa sociedade as idas a profissionais de saúde como psicólogos e psiquiatras continuem a deixar de ser vistos como consultas de "maluquinhos". Não são consultas para maluquinhos. São consultas para pessoas que a dada altura da vida podem precisar de ter uma outra perspectiva sobre determinado assuntos, perspectiva essa a que não chegam sozinhos. Não por serem menos capazes, mas por nunca sequer terem considerado essa hipótese. Há toda uma desconstrução de ideias pré-concebidas que pode ter que ser feita, e o caminho faz-se muito melhor com apoio, com as palavras certas no momento em que mais se precisa.

 

 

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Ando eu a ressacar das aulinhas de Body Combat, que adoroooo, quando vejo um vídeo da Carolina Patrocínio, com uma barriga já volumosa, a treinar à séria, socos, pontapés, saltinhos e afins. Mensagem imediata para treinador fofinho a perguntar - se ela pode eu também posso, certo!? E eis que ele me dá uma notícia fantástica :D parece que a partir do 4º mês se pode treinar um bocadinho mais, sempre com muito cuidado e supervisão de alguém com conhecimento na área.

Bebé? Porta-te bem para eu poder ir dar uns pulinhos, pontapés e murros pleaseeeee :) 

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Sinto-me um bocadinho enganada. Pois que entrar no segundo trimestre traria maravilhas à minha vida, energia redobrada, fim de enjoos (que nunca houve muitos, a bem da verdade), a melhor fase para namorar, etc etc.  Tudo seria muito bonito, se não faltasse o principal - a dita energia não existe. Existe um cansaço que cai sobre o meu corpo mal saio da cama de manhã e me acompanha durante todo o dia. É verdade, vou tendo um picozito ou outro de energia, até porque o trabalho a isso me obriga, mas a realidade é que o cansaço é muito. Muito maior que no primeiro trimestre.

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Aviso à navegação. Post lamechas a caminho.

15 semanas. Ainda falta uma eternidade de tempo para a nossa vida dar uma grande volta, mas a excitação já é imensa. A felicidade incomensurável. Ao namorado agradeço a paciência constante, o apoio incondicional, o amor em tantos gestos e palavras. Não é fácil aturar-me nos dias que correm, mas espero que as minhas pessoas saibam que as amo até ao fim do mundo e mais além. Porque é um facto. A família é tudo. É o mais importante na nossa vida :)

Ida a casa dos papás no fim-de-semana. Aproveitar a família. Descansar. Comer muito bem. Um fim-de-semana fora da agitação de Lisboa sabe sempre bem, só custa deixar novamente a família para trás. Mas custa mesmo  

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O descanso traz consigo a leitura, neste caso, o final de um livro - D. Teresa, uma mulher que não abriu mão do poder, de Isabel Stilwell. Gosto bastante dos livros desta autora, e este não ficou atrás. Retrata a vida da Rainha D. Teresa, mãe de D. Afonso Henriques. Um romance que nos permite conhecer melhor esta personagem tão importante da nossa história. A sua força de carácter, a sua disposição impaciente e muitas vezes intolerante. Lutou pelo poder até ao máximo das suas forças, tendo até digladiado contra o filho na conhecida Batalha de São Mamede. Mais um óptimo livro de Isabel Stilwell.

 

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