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Life in Pink

Life in Pink

21 meses da gordinha mais fofa que podia ter entrado nas nossas vidas. É mesmo fofa, até literalmente, e está um miminho. Mesmo muito mimocas.

Soninhos - Passou três semanas a dormir mal para xuxu, acordar durante a noite ou, quando a noite corria bem, no máximo até às seis da manhã, nos últimos dois dias dormiu bem. Continuou a acordar as 6h, leitinho, mas voltou a adormecer! As rotinas de sono mantém-se - por volta das 20h30 caminha, acordar entre as 6h e as 7h30 (com excepção dos últimos dois dias). Sesta pós-almoço de cerca de duas horas. Podia ser tudo quanto ao soninho, mas não. Além de as noites terem sido mais traiçoeiras, pequena princesa tem feito um pequeno filme para ficar a dormir (à noite). Chora, põe-se em pé, salta, enfim. Um filme. Apesar de pais de primeira viagem, já temos quase dois anos disto, pelo que aceitamos que é uma fase e siga, dias mais calmnos virão :)

Comida - a comida da princesa tem andado algo controlado, não só por a pediatra ter referido 10 mil vezes que ela está gorda, mas também porque o intestino anda muito preguiçoso. Assim sendo, seguimos uma política de açúcar zero (só o da fruta) e muito verde. As sopas da gordinha são repletas de legumes bons para o intestino, mas mesmo assim, continua preguiços (de tal forma, que começou a tomar uns pós, a ver se ajuda a regular o trânsito intestinal). Rotina de papinhas - 210ml de leite qd a gordinha acorda (6h) e depois um iogurte ou uma panqueca quando se levanta. A meio da manhã na creche dão fruta. Almoço e jantar, sopinha, prato principal e fruta. Os pratos principais, por falta de tempo (ou será organização?) da mãe, não têm variado muito, mas a bem da verdade a pipoca não come verdes sem ser na sopa, o que dificulta um pouco o processo criativo. Quinoa com vitela estufadinha continua um must (escondo uns brocolos muito miudinhos, altamente desfeitos e cozidos), hamburguer de vitela com massa ou arroz, peixe cozido com batata e feijão verde/brócolo (mais uma vez, completamente pequenino e escondido na batata ou peixe). Se pequena princesa sente sequer que há verde naquela colherada, vira logo a cara. Adora massa. Rejeita as massas coloridas. Lanche - iogurte, puffs e fruta. Envio panquecas para a creche, para lhe darem ao final do dia, quando distribuem bolachas maria pelos bebés. As panquecas da creche são de banana e aveia, que a princesa adora. Ao fim-de-semana faço com outras farinhas, mas pequena princesa tem que nos ver a comê-las, caso contrário vira a cara. Um amor, a minha miúda :p nada esquisita. Tenho planeado um risotto de cogumelos com vitela. A ver se a pipoca vai na onda.

Fala - fala tanto, é amoroso. Diz tudo, tenta repetir tudo, por vezes não se percebe nada do que ela diz, mas faz parte. Já sabe os nomes dos papás e dos avós. É muito perspicaz (é bebé, vá, é uma esponja e apanha tudo muito rápido) - sempre que vemos alguém, digo o nome da pessoa (diz olá ao X). Há uns dias, fomos à janela de casa e disse-lhe, "olha o pai da M!" - ao que ela replica, "Ca los" - o nome dele. Ri-se quando vê pele, quando vê um rabo à mostra o riso é de gozo (onde foi ela buscar aquilo?). Não sei se estou preparada para que me chame mãe em vez de mamã :p parece demasiado à crescida.

Andar - anda, corre, salta. Trabalho em curso - saltar com os dois pés ao mesmo tempo. Faz ginástica na escolinha e imite em casa :p é tão engraçado. Nas escadas ainda é um pouco trôpega. Lá chegará.

Brincar - entretém-se um bocadinho mais do que até aqui! requer a nossa presença, mas brinca. Pões os peluches todos a ler, e parece-me que, se lhe dermos os brinquedos certos, ela se entreterá ainda mais. Com uma caminha e roupas para os bebés, prevejo ali algum tempo de entretenimento. Óbvio que para isso, temos um pai para convencer (tem uma pequena aversão a acessórios de bonecos). 

Higiene - same old, same old. Tomar banho nunca quer, depois não quer sair. Gosta de lavar os dentes, mas na realidade acho que gosta mesmo é de comer a pasta. Limpa-se muito bem quando está a comer, odeia sentir comida na cara. Adora limpar-se com toalhitas (e de seguida aproveita e limpa o chão, e depois outra vez a cara, enfim, bebés!).

Creche - fica muito bem, vai brincar com os amiguinhos, adora brincar nas casinhas grandes, no escorrega.. Parece-me feliz lá, e isso é que importa.

Socialização - continua igual a si própria, a estranhar imenso pessoas novas, a virar a cara quando se aproximam dela. As aproximações têm que ser feitas lentamente, de modo a ela se sentir à vontade e começar a interagir. Ainda assim, diz bom dia, até amanhã sempre que lhe pedimos que o faça. Adora de paixão o titio e gosta de companhia. Gosta muito quando os avós e outros tios nos dão o prazer da sua companhia. 

Está uma gordinha muito boa e mimocas. Faz miminhos espontaneamente - vem a correr para nós, encosta-se às nossas pernas e diz - miminho. Há lá melhor do que esta miúda? Nahhhhhhh. Amor dos seus paizinhos.

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Confesso que não ligo nada a estas coisas. Zerinho. Mas depois do dia de ontem, começar hoje com análises "que o seguro não cobre", é coisa para me fazer amuar novamente. Vamos lá ver como corre o resto do dia!

Pequena princesa, que andava há três semanas a acordar a horas impróprias, ontem e hoje decidiu dormir tanto que tive que a acordar para a despachar, deixar na escolinha, e fazer-me à vida (atrasei-me sempre). Será uma nova fase? Era tãoooo bom :) Amanhã é sábado, a ver se mantemos o sono até às 9h.

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 É amanhã. Não é suposto ser o dia do azar? Ou da Sorte? Raios. Estou profundamente triste. Hoje está a cair o mundo lá fora. Chove imenso. Deixei a pequena na creche, com alguma dificuldade, porque entre gordinha, mochila e chapéu, tudo nos meus braços sem grande músculo durante uns metros, a coisa cansa. Saí da creche já bastante encharcada, mas ainda tinha a travessia até ao trabalho. Muito bem, vou chegar encharcada, nada a fazer. Assumir a realidade e seguir. Chego ao trabalho e ponho a mão no bolso para apanhar o telemóvel. Que não estava lá. Grrrr. Pego no chapéu novamente e lá vou eu novamente para o meio da chuva, refazer todo o caminho. Meio da estrada. Lá está ele caído. Carros a passar. Chuva sem dar tréguas. Paz à sua alma. Vou só amuar por hoje ok? Amanhã regresso semi bem.

(pequena princesa está bem<3)

Sempre o sono. Ontem tive um relance do que foram os primeiros cinco meses com a bebé em casa. Quando ela só chorava e não queria dormir e entrava numa espiral e ficava mais rabugenta e chorava e a certa altura, era só um desespero. Depois de almoço, deitei a pipoca à hora normal. Demorou uma hora e meia a adormecer (chorou, saltou, gritou, não ficava por nada) e dormiu 30 minutos. Acordou a chorar, ou não acordou, nem percebi bem, só sei que estive uma meia hora a tentar acalmá-la - só chorava, abria os olhos, voltava a fechar, não reagia a conversas, a mudanças de locais, nada. Chorar, só. Quando acalmou, ficou a dormir ao meu colo mais uns minutinhos. Acordou novamente a chorar, mas aí já desperta, e fomos para a sala brincar. Foi como se nada se tivesse passado. Toda feliz com o seu lanche. Com a sua ginástica. E esta mãe estoirada, mais psicologicamente do que outra coisa, com um mega deja vu. A pipoca anda a dormir uma média de 2h30/3h à sesta. Depois de almoço vai para a cama e fica bem durante essas horinhas. Óbvio que isto tinha que acontecer num dia chato como ontem, com chuva que nos impossibilitou de sair de casa.

Durante a noite anda numa fase chatinha - já sabemos que é só mais uma fase, mas já acabava! Acorda a meio da noite (4h/5h), leitinho, e vai para a nossa cama, onde fica até as 7/7h30, quando acorda definitivamente. Uma noite de sono seguida faz milagres. Já não deve faltar muito a acontecer novamente.

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Dia de Páscoa foi dia de almoço em família, como manda a tradição. Pequena princesa fartou-se de brincar, correr saltar, jogar à bola. Foi um dia cheio. Um dia bom. As crianças precisam de espaço, de brincar sem ser dentro de quatro paredes. Faz-lhes tão bem. Tenho tanta pena de não lhe poder proporcionar esse espaço. Não se lembrou sequer do telemóvel, do youtube, dos vídeos que pede quando está em casa. Nem tão pouco da buá (bolacha). Está tão fofa. Já conta até 10 e vai sabendo as cores :) Apanhou flores para dar ao pai e à mãe. Depois pediu-as novamente. Brincou com um peluche maior que ela e não o queria largar (mas tropeçava nele). Brincou com uma priminha com quem não costuma estar, que estava deliciada e só perguntava - ela é minha prima de verdade, não é? A certa altura pergunta - é minha prima de verdade ou só de coração? Um amor de miúda!

Pode não ter muito espaço nem ter priminhos para brincar com regularidade, mas terá sempre muito amor dos papás e de quem a rodeia.

Sou feliz. Tenho uma família linda, não poderia pedir mais (pais, mano, "factinhos", filha, e restante família). Não sou completa. Falta-me algo e sei bem o que é. Falta-me sentir-me realizada com o que faço. Falta-me um trabalho que me complete, que me torne uma pessoa melhor. Que me faça dedicar, entregar-me, como o faz a minha família. Não gosto do que faço. Não tenho qualquer motivação para fazer mais, melhor. Depois, dá-se o efeito "pescadinha com rabo na boca". Estou descontente com o que faço, estou aborrecida - > como porque sim. Umas semanas passadas, os kgs aumentam, a insatisfação continua, mas desta feita com um peso extra, e não só na consciência. Como continuo insatisfeita, nada muda. Story of my life. Até que se faz um click e lá faço uma dieta e o peso volta ao normal, mas a insatisfação profissional e consequentemente pessoal continua. Amo de paixão a minha família. Sou feliz. Não sou completa.

Há uns dias trouxe um papelinho da creche. Pedido de autorização para pequena princesa assistir a uma peça de teatro na escolinha, mais a indicação do preço. Ainda vacilei, pois pensei, vou pagar e ela vai odiar. Entretanto, a adesão das mães foi enorme e eu não quis deixar a pequena de parte. Como correu então o teatrinho? Nas palavras da educadora da pipoca "Salvo raras excepções, correu lindamente, eles gostaram muito". Sim, é isso mesmo, pequena princesa é uma das duas "raras excepções". Desatou a chorar assim que viu dois estranhos a entrarem na salinha da creche onde ia decorrer a peça. Nada de sorrisos. Só choro e pedido de colo. Eu já adivinhava..

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Com um dia de atraso. Pai. Não poderia deixar de elogiar.

A princesa tem um grande pai. O pai cuida, o pai educa, o pai ama e dá miminhos, o pai protege. O pai toma conta de nós, o pai faz-nos rir, faz-nos sonhar, faz-nos sentir umas princesas. O pai tem em si uma capacidade fantástica de ser pai. Há algo inato que o leva a tomar as melhores decisões, a agir no momento certo, a cuidar, a educar, a proteger. O pai é sensato e nunca entra em pânico. O pai tem pouca paciência, e para isso está cá a mãe. O pai faz a princesa rir como ninguém.

O pai trabalha, limpa a casa, atura as lamechices da mãe, as birras da princesa e ainda dá miminhos. O pai toma conta de nós. E nós estamos cá para ajudar o pai a ser feliz.

 

A minha mãe vai ser operada hoje. A minha mãe mora a cerca de 250 km de distância. Não estou ao pé da minha mãe e isso não faz sentido para mim. Trata-se de uma operação relativamente simples (se bem que qualquer operação envolve os seus riscos) e após muito pensar, optei por não ir ter com a minha mãe. Não estou minimamente confortável com esta decisão, mas iria fazer 500 km numa tarde para estar com ela alguns minutos. Faz todo o sentido. É a minha mãe. Merece a minha presença. Merece tudo. Não é por ser minha mãe que o digo, mas é muito boa pessoa e merece o mundo. Merece a minha presença e eu não estou lá. Estou cá. Asseguro que tudo corre bem em minha casa. Mas continua a não fazer sentido para mim.

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 Realizado por Stephen Chbosky, conta com actores como Owen Wilson e Julia Roberts, no papel de pais de duas crianças - uma jovem adolescente e um menino que vai começar o quinto ano numa escola nova. Na realidade, o menino (Auggie), que foi submetido a 27 cirurgias desde que nasceu, nunca frequentou a escola até à data. Devido à sua aparência, os pais optaram por o proteger, sendo acompanhado em casa pela mãe. Auggie começa a escola e sofre bullying por alguns colegas, devido à sua aparência. Entretanto, ao lidar com a situação de Auggie, os pais deixam para segundo plano a sua filha adolescente, que por sua vez também atravessa um período complicado. Como a própria refere, o seu irmão é o sol, e todos os outros giram à volta dele. Ela nunca se importou com este estatuto, pois percebe que os pais não se conseguem duplicar e tenta não dar causar problemas à família. No entanto, também quer um pouco de atenção, principalmente nesta fase da sua vida em que se sente um pouco abandonada na escola pela sua melhor amiga. Este filme retrata a vida da família e o modo como vão gerir todas as emoções do dia-a-dia. É um óptimo filme, que mostra o melhor que pode haver nos seres humanos, é um filme feliz. O modo como ambas as crianças conseguem lidar com as situações que lhes vão acontecendo, muito por força das amizades que vão construindo, é bonito. Infelizmente, nem sempre é isto que acontece na vida real. (fiquei logo em drama a pensar que não estou preparada para deixar a princesa voar - vai ser dramático quando ela mudar de escola - avizinha-se um temporal, vulgo, vou chorar baba e ranho) 8/10