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Life in Pink

Life in Pink

Modo negação continua, pois claro, mas menos intenso. Rezignação perante esse facto incontornável deu lugar a um estado de alma pavoroso e inquieto. Hoje que é o último dia em casa inteirinho com a princesa, já começo a sentir falta de tudo e o arrependimento é palavra de ordem. Todos os dias (ou quase vá, não exageremos), ela faz coisinhas novas (ou melhora as que começou a fazer). Hoje está a fazer sonzinhos diferentes, além da gritaria a que já nos acostumou. E eu vou perder imensas coisinhas novas, imensos momentos, vou perder tanta tanta coisa. O dia da princesa vai ser na creche, volta para nós já no seu final, as horas escassas vão fugir-nos num ápice. E é isto. Não faz sentido. Não estava preparada para esta realidade e nem pensei muito nela - as crianças vão para a creche, é normal. Tolice minha - temos que ser iguais à maioria?! Pois claro que não! Soubesse há uns meses o que sei hoje e tudo seria diferente. A princesa não iria para a creche com seis meses. Nem com sete. Ficaria em casa o máximo de tempo possível. Perdemos tanto. Perco eu. Perde ela. Não faz sentido. Há coisas que não fazem qualquer sentido nesta vida, e esta é uma delas.

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