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Life in Pink

Life in Pink

19 meses de gordinha! 19 meses da princesa mais fofa das nossas vidas. Neste mês, o destaque (para além da óbvia fofura) vai para o peso. Está tãooo pesada a gordinha. Ou então eu estou a ficar mais fracota (também pode ser isso ). Ela está gira que se farta, mas aquela barriguinha proeminente não a larga nem por nada. Vamos lá ao resumo do mês:

Soninhos - A sesta pós-almoço mantém a sua estrutura - entre 1h30 a 3h, sendo o mais comum as 2h. Nos dias de creche vai para a cama por volta das 12h, ao fim-de-semana vai um pouco mais tarde - 13h, 13h30. O sono grande tem-se mantido das 20h30 às 7h/7h30. Nos últimos dias está um pouquinho chata, a acordar às 6, 6h30. Ninguém merece acordar a essa hora ao fim-de-semana, mas tirando isso, tem dormido muito bem.

Comida - Está claro que tem comido muito bem. Não é miúda para comer este mundo e o outro, há jantares em que fica só com a sopa, tamanha é a birra de sono. Continua a comer refeições principais simples, com confecções que não passam do cozido ou grelhado. Adora carne de vitela com quinoa. Massinhas com carne picada. Bife grelhado com arroz. Perca cozida com batata. Legumes só na sopa. Por vezes lá vai um brócolo misturado na batata ou na quinoa. Adora manga e banana, pêra madurinha e maçã. Depois do episódio com o kiwi, nunca mais lhe demos nada cítrico. Lanches ao fim-de-semana costumam ser papa de aveia com maçã/pêra (junto sempre outra farinha, dependendo do mood do dia - alfarroba, arroz, milho, espelta..). Pequeno almoço - depois dos 300/330 ml de leite (ingeridos por volta das 7h), petisca uns puffs de arroz tufado ou uma mini panqueca. Em dias menos bons, lá vai uma bolacha cracker (recente perdição da pequena, qual bolacha maria qual quê).

Falar - repete tudo o que nós dizemos. Melhor ou pior, tenta sempre. Por vezes não se perceber bem, há ainda vogais que não consegue produzir. Depois de termos feito um vídeo em que descreve o que estamos a comer, diz em repeat - batata, banana, bacalaoo. Por vezes, do nada, começa a enumerar as pessoas - papá, mamã, abó, abô, titi, titio. Tem um nome de código para as músicas que costumamos cantar e quando quer que cante uma, utiliza esse nome de código - mimi (dé, ré, mi fá), anha (aranha), bawao (o Balão do João), ehyé (foi na loja do mestre André), etc. Tem um problema com o sim - nunca diz sim. Quando quer dizer que sim, diz é e abana a cabeça. Por vezes o não significa sim, o que leva a pequenos desentendimentos. Agora deu para chamar mamãe e papai. Deve ser um sinal para marcarmos uma viagem ao Brasil, que por cá está muito frio. Também já diz frio, quando bebe algo frio ou põe os pés no chão, descalça. Não podemos dizer nada que não queiramos fazer na hora, porque ela já percebe tudo! Se digo, por exemplo, quando acabar de comer a maçã, vamos lavar os dentes, sim princesa? Vai a correr para a casa de banho.. Se digo, este chão estão horrível, logo quando chegarmos da escolinha aspiramos, boa? Vai a correr agarrar-se ao aspirador. Óbvio que adora aspirar, que gosta de andar com a pá e a vassourinha atrás.

Andar - parece uma trôpegazita, mas anda bem :) corre pela casa (medoooo). Já começa a dançar melhor, apesar de parecer uma mola - os movimentos corporais são todos a dobrar os joelhos e depois a esticar-se. Anda para trás. Colinho na rua é do melhor!

Brincar - nunca se entreteve muito tempo com a mesma coisa (e por muito tempo, quero dizer uns simples 5/10 minutos). Continua a não o fazer. Pega num, desarruma, passa ao próximo. Acho que o que mais a distrai ainda é o cesto das molas. Mas requer sempre companhia, que isto de estar sozinha não é para ela. Gosta de se empoleirar no sofá pequenino dela (o que é um perigo, dizemos para não fazer, mas meia volta, a olhar para nós de lado, lá se põe em pé e responde ao nosso - Princesa! com um aiai), desce e sobe para o nosso sofá sem qualquer problema, brinca com legos, com livros, com bonecas, o que lhe aparecer à frente. Mas nada lhe prende a atenção muito tempo.

Higiene - Gosta de tomar banho, gosta de lavar os dentes (a ela própria, se alguém tenta ajudar, é um descalabro). Na realidade, gosta é de comer a pasta dos dentes. Trocar a fralda continua a ser dramático. Foge. Vestir e despir, tem os seus momentos, mas requer sempre alguma paciência e distracção da pequena. Vestir o casaco para sair de casa? D R A M A. Pentear, quando lhe quero apanhar o cabelo? D R A M A (a menos que esteja distraída com qualquer coisa). Colocar ganchinhos é sempre mais fácil. Próximo passo - cortar o cabelo. Boa sorte para nós e para a cabeleireira.

Creche - Por vezes fica sem grande vontade, ao final do dia fica muito feliz de me ver, mas também não quer vir embora. Passeia pelas outras salas. Mostra-me os brinquedos. Tirar o bibe é uma luta. Trocar sapatos também - normalmente é uma auxiliar que ajuda. Come sempre lindamente, com muita pena minha os lanches são desastrosos, papa da nutriben intercalada com iogurte e carcaça com manteiga. Numa altura em que a discussão sobre alimentação saudável está constantemente em análise,é uma pena a não variação dos lanches dos mais pequenos. Sem necessidade nenhuma. Porque não dar uma peça de fruta? Umas panquecas caseiras? 

Socialização - a pipoca sempre reagiu mal perante multidões e pessoas que não vê com regularidade. Ao ponto de chorar. Temos sempre muito cuidado com as visitas em casa e com as pessoas que visitamos. Tem que se fazer uma aproximação gradual, caso contrário a princesa desata a chorar. Com lágrimas, gordas. Há ainda pessoas que vê quase todos os dias, que lhe falam, e que ela ignora. Não estou a brincar, ignora mesmo. Vira a cara, se puder, ou desvia o olhar dos olhos das pessoas. É assim. Nunca foi o bebé mais sorridente.

É uma fofa. A minha bebé. O meu amor. Gira que só ela. Com o rosto igual ao do paizinho. Com um sorriso maravilhoso, com os seus 12 dentinhos lindos.

 

 

 

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Numa ida a um biomercado com a princesa, demos por nós a falar com uma mãe daquelas fofinhas que só elas, mas que controla tudo o que a filha ingere. A filha estava alegremente a comer uma maçã e a ML não tirava os olhos dela (não pode ver ninguém a comer, não dá, quer logo abifar-se a qualquer coisa também). Essa mãe, muito querida, pergunta-me - posso dar-lhe uma maçã? Ao que eu respondo afirmativamente. Assim que ela lhe estica a maçã, pequena princesa começa a dizer, apontando para as bolachas, buaaaaaaa buaaaaaa buaaaaaaa (e eu a tentar disfarçar a gordice da pequena.. a sorte é que não se percebe muito bem o que ela diz, e lá conseguimos contornar a situação com um diz obrigada filha, diz lá!)

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Ontem comprei um champô "saudável" para a princesa. Comprei também detergente para a casa de banho. A pipoca farta-se de beber água quando toma banho, tentamos evitar que o faça, mas nem sempre conseguimos. Meia volta lá leva ela um copinho (tem uns copinhos c uns furos para brincar na banheira e gosta imenso. Não, não liga muito a bonecos de borracha nem livros para a água. gosta de copinhos) à boca e já está. Como qualquer pessoa, gosto que a minha banheira esteja limpa e tenho receio que os químicos presentes no detergente possam fazer mal à princesa. Vai daí decidi comprar um detergente mais natural e a ver vamos se limpa bem. A minha consciência fica mais tranquila.

Na lojinha onde comprámos estes produtos, há toda uma panóplia de mercearia e alimentos ditos biológicos, orgânicos, logo, mais saudáveis para crianças e adultos. Concordo plenamente que seja mais saudável e que devemos tentar alimentar-nos, a nós e aos nossos filhos, do melhor modo possível. Mas e quando a obsessão pelo saudável, biológico e orgânico compromete a saúde dos nossos filhos e em último caso, a nossa vida? Não deixar as crianças tocar em glúten, mesmo quando não têm qualquer alergia/intolerância identificada, será isso o mais correto? Não condeno quem opta por o fazer, mas não me parece nada saudável. Estão a criar crianças que não comem o que os amiguinhos comem na escola. Não comem uma fatia de bolo de aniversário a não ser que os ingredientes do mesmo provenham de agricultura biológica, não contenham glúten, nem lactose. Comem saudável. E o que sentirão estas crianças? Não se sentirão diferentes? Não quererão elas experimentar um pouco de bolo, um pouco de pão? Uma bolacha igual à dos amigos? É assunto que me mete confusão. Preocupação com a saúde? Sim. Obstinação com a origem e qualidade do que bebem, comem, vestem? Não, obrigada. Tento que a pipoca coma bem, comida com pouco sal, confecção simples mas com sabor. Faço-lhe papas caseiras. Faço bolachas. Faço bolo sem açúcar. Mas também a deixo comer bolacha maria. Pão. Comida dos crescidos quando quer experimentar. Bolo quando há um aniversário. Não condeno, mas não me parece correcto.

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Meio do dia. Sexta-feira. Tenho saudades da minha gordinha. Quero ir buscá-la e dar beijinhos e miminhos e afins. É. É sexta-feira e aquele sentimento de fim-de-semana à porta está forte hoje. Gordinha. Miminhos. Casinha.

A princesa está gira que se farta, fala imenso, faz asneiras, é um amor.

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Tudo o que pequena princesa faz, a sua mãe acha adorável. Mesmo as birras (por vezes chateiam-me, reviro os olhos, respiro fundo, mas ainda assim, são adoráveis). Este fim-de-semana referiu, pela primeira vez, é meu, afastando as minhas mãos, e redimindo qualquer intenção minha sobre aquilo que tinha em sua posse - um termo para beber água. Achei amoroso, claro está, e tentei não me rir. Ontem saiu-se novamente com esta, mas o excelentíssimo pai travou-lhe logo qualquer desejo de reinar no nosso pequeno castelo. Está tão fofa. Tão mega adorável. Tem o melhor pai, que garante a existência de limites perceptíveis. Esta mãe é uma fraca (coração de manteiga), que vai tentando aprender com o que sai tão naturalmente ao pai.

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Realizado por Joe Wright, é candidato a melhor filme e melhor actor principal (Gary Oldman), nos Óscares 2018. Baseado em factos verídicos, a hora mais negra retrata a eleição de Churchill para primeiro ministro britânico numa altura crítica - a II Guerra Mundial. Os meandros das decisões políticas são aqui esmiuçados, o poder que uma só pessoa detém e as implicações das suas decisões. As vidas em jogo. A possível redefinição de poderes a nível europeu. Um filme que põe a nu a realidade da política, as intrigas, os jogos de poder. Um filme sobre o carácter de um homem que liderou uma operação de resgate das suas tropas (Dunkirk - há também um filme sobre esta operação) quando o seu "war cabinet" só queria negociar a paz com Hitler e se recusava a acreditar na possibilidade de salvação das tropas por outro meio que não a negociação. Um bom filme. Não para se ver num sábado à noite, quando se tem uma princesa de 18 meses que acorda cedo. Confesso que tive que fechar os olhos na primeira parte, porque aquele período entre as 22h e as 23h é altamente crítico. O filme era bom, mas o sono era demasiado. Felizmente lá despertei e a segunda parte correu melhor. No entanto, não me aventurarei numa ida ao cinema, à sessão da noite, tão cedo. Não é proveitoso. Só penso na minha caminha.

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 A introdução de novos alimentos nos bebés faz-se, normalmente, de forma faseada, de modo a se poderem despistar possíveis alergias. Digo normalmente, porque com o ressurgimento do Baby Led Weaning, esta introdução faseada não é um assunto assim tão linear. Posto isto, em 18 meses e meio nunca tínhamos dado kiwi à princesa. Ontem à noite foi A noite. E foi a noite em que a cara da pipoca começou a ficar vermelha. Com manchas. Os lábios com dois altinhos. A mãe em pânico, o pai em modo calma, respira, tudo controlado. Aerius. Aerius outra vez quando a pediatra respondeu à sms de pânico. Tudo isto aconteceu antes da princesa ir para a cama. Tivemos que a manter acordada mais um pouco, só para controlar uma possível evolução do estado. Super bem disposta, com muito sono, com manchas. Fomos deitá-la e continuámos de vigia. O coração desta mãe a acalmar, o do pai na mesma, relaxado :p Não daremos kiwi nos próximos tempos à pipoca. Acho que até terei problemas em comê-lo. Só de pensar que a princesa poderia ter começado com problemas respiratórios que escalariam num ápice, até se me aperta novamente o coração.

A princesa ia ficar com a avózinha em casa durante três dias. A princesa acabou por ficar 8 dias em casa. Pontos altos - mimo, mimo e mais mimo; qualquer possível constipaçãozita que existisse e pudesse evoluir (estava com os pulmões bastante apanhados) desapareceu. Pontos baixos - não me lembro de nenhum. Hoje estava com algum receio quando a deixei na escolinha, mas ficou lindamente, foi logo para o colinho da auxiliar, mandou beijinhos e até logo à mãe e lá fomos, cada uma à sua vidinha.

A avó é muito paciente (diz que é uma particularidade de ser avó); a avó dá muito mimo; a avó não impõe limites (faz parte, ela percebe que com os papás as coisas são um pouco diferentes, esperamos nós); a avó faz papinha boa; a avó mima os pais; a avó ainda dá uma ajuda na casa.

Os avós, assim como toda a restante família, são fundamentais para o crescimento da princesa. É bom saber que ela é amada. Mesmo quando o tio, com alguma preguiça, não quer ir passar a tarde, porque sabe que vai ser constantemente requisitado. E o amoroso que é ver a pequenina a pedir-lhe a mão e a puxá-lo com ela, para brincarem? <3

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Assim como meio mundo, também nós andamos a devorar a série This Is Us. Os primeiros episódios são viciantes, pedem mesmo que se veja o episódio seguinte o mais brevemente possível. A pouco mais de meio da temporada 1, começo a achar que a voracidade inicial sucumbirá. Não que deixemos de a ver ou de querer seguir, mas neste momento não me sinto presa como senti naqueles primeiros episódios. É um pouco como a Anatomia de Grey, tem tantas temporadas, tantos episódios, se perdermos um ou dois, não há grande problema em conseguir seguir a série. Posto isto, vou continuar a seguir para poder opinar decentemente sobre a mesma. Para já, não quero que o Jack morra, apesar de saber que acontecerá. Temo o episódio em que isso acontecerá.

As rotinas, no dia-a-dia de um bebé, são fundamentais. Não sou eu que o digo, são os especialistas da área, eu só posso partilhar a minha experiência. Os bebés sentem-se seguros com as rotinas, é aquilo que eles conhecem, que lhes transmite conforto. Esta é a premissa de base. Mas depois há bebés e bebés. Há bebés "portáteis", que podemos levar para todo o lado e se portam lindamente, adormecem sem qualquer problema. São os chamados "bebés simpáticos". Depois há os bebés, amorosos que só eles, mas que não adormecem em qualquer lado e que sentem qualquer alteração à sua rotina. Bebés que não sorriem para estranhos, por mais macaquices que eles façam. Sim, a nossa princesa encaixa-se nesta segunda opção. E porque falo hoje eu disto? O pai de pequena princesa foi para fora em trabalho. E como foi a primeira noite sem o papá em casa? 3 cafés depois, posso dizer que foi chatinha. Acordou imenso de noite, choramingava, de tal forma que às cinco da manhã desisti de tentar deitar a pipoca, vai de arranjar leitinho e trazê-la comigo para a cama. Após o leitinho, adormeceu. E como é dormir com um bebé? A dada altura eu estava atravessada na cama, pois a princesa tomou conta do pedaço. Está super bem disposta, mas nota sempre as alterações. Sempre. Dão sempre direito a uma noite má. Normalmente é só uma. A ver como corre hoje a noite.

Entretanto diz, de forma atabalhoada (e amorosa, claro) avião. O pai foi no avião.