Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Life in Pink

Life in Pink

E quando nada fazia prever, eis senão que aparece mais uma otite supurada. Pipoca andava animada, estávamos prontinhos para sair de casa e quando vou para lhe por o cabelinho para trás da orelha, reparo naquele cenário dantesco, pus cera e cabelo, tudo colado. Tentativa de limpar frustrada, porque só de aproximar a mão dava direito a berreiro de pequena princesa. Lá fomos nós para uma consulta de dia da Cuf (adorei o serviço, funciona lindamente, fomos muito bem atendidos, e não tivémos de pagar consulta de urgência), ouvido direito com otite, ouvido esquerdo vermelhusco, mas sem otite. Estamos em casa. Pequena princesa com toda a eletricidade que a caracteriza, só se nota que está doente se tentarmos tocar no ouvido, ou quando lhe colocamos as gotas. Agora gosta de andar à roda e de andar para trás :p senta-se ao meu colo e espera que cante músicas, e ali fica um bocado (o meu repertório é tão limitado que estamos sempre em repeat). A sesta da tarde está a acabar e o descanso por aqui também :) 

A princesa fez ontem 16 meses e nós não poderíamos estar mais felizes. A miúda está gira que se farta e está tão boazinha. Dorme, come, brinca, é mega meiguinha. Está mesmo um amor. Ora vamos lá descrever sucintamente o seu desenvolvimento:

Soninho - vai para a cama por volta das 20h30 e acorda entre as 7h e as 8h (ao fim-de-semana há sempre um dia brindado com o doce acordar às sete. Diz que faz parte). Sestinha do dia, normalmente após o almoço, entre as 12/13h, e de três horas. Há dias em que se andarmos em passeio dorme menos, mas fica sempre bem disposta.

Comida - come, come, come, sem qualquer problema. Agora embirra com ervilhas, mas de resto come tudo. Leitinho de manhã, 330 ml. Almoço lá para as 12h, sopa, prato principal e frutinha. Lanche, papa (180ml de água com farinha e fruta - a farinha depende da inspiração da mãe) ou iogurte com fruta e panquecas/pão. Jantar igual ao almocinho. Come tão bem peixe como carne, não conseiguimos ainda perceber se terá comidinhas preferidas, uma vez que come tudo bem. Até aquela comida de doentinha, arroz com frango e uma águazinha mega deslavada ela come lindamente. Frutinhas, só não come frutos vermelhos e quiwi, porque nunca lhe dei a provar e vamos esperar até aos dois anos.

Andar - já anda muito bem, ainda não corre, lá a incentivo a dar uns pulinhos, mas ainda não domina essa arte.

Higiene - gosta do banho, mas tem uma resistência enorme a sentar-se na banheira, depois entretém-se, gosta de chapinhar tudo, e faz uma birrinha para sair.  Secar o cabelo, que está enorme, tem que ser feito com muita distração, pois não é a maior fã. Trocar fraldas, tem dias, que deitá-la é coisa para a aborrecer. Limpar a carinha e deixar que alguém lhe limpe o nariz, pois, lá está, tem dias. Há dias em que se faz tudo lindamente, outras há em que a cara é instantaneamente virada assim que uma mão com uma compressa se aproxima.

Falar - palra, mas nada muito perceptível, com excepção da maaa, do páaaa, da luz, e depois é tudo uma grande algaraviada. O mais normal é emitir um grunho e apontar para algo, de modo a que façamos o que a princesa quer (nos últimos tempos, acender velas e cantar os parabéns.. várias vezes de seguida).

Brincadeira - Continua a não ser a criança que se distrai mais tempo seguido com a mesma coisa, mas está claramente a melhorar. Encaixa umas pecinhas, lemos uns livros e identifica todos os objectos, quer abrir todas as gavetas e portas que encontra. A mãe decidiu voltar a usar brincos que não sejam altamente minimalistas e ela entretém-se um bocadinho com eles, até agora sem puxar - é mais admiração, toca-lhes e pronto, já está.

É mega meiguinha, vem ter connosco só para dar miminho, dá beijinhos, diz adeus a toda a gente. Já percebeu que consegue despachar as pessoas quando diz adeus, e se a mãe pára a falar com alguém e ela não está para aí virada começa a dizer adeus (do estilo, vá vai lá à tua vida para eu ir à minha, sim?). Continua a não adorar multidões, principalmente se lhe derem todos muita atenção e se tentarem meter com ela. Não adorar é um eufemismo, porque assim que se aproximam, desata a chorar. Não gosta de ouvir pessoas a rirem-se e se perceber que foi por algo que ela fez, em primeiro pára, fica estática e depois desata a chorar. Estamos a tentar perceber se isto será uma reacção normal ou se é algo mais.

Um amor, é a nossa princesa.

np.jpg

 Há uns dias recebemos aqui em casa umas bolachinhas da Cerelac - as Nutripuffs e umas bolachinhas de maçã biológica. Olhei para a composição das mesmas e, tendo em conta que a dose de açúcar das nutripuffs era bastante menor do que as de maçã, resolvi dar à princesa para experimentar. Posso dizer que foi uma loucura.

Não me sinto muito confortável em oferecer produtos processados à bebé, mas de vez em quando lá come uma bolachinha ou umas estrelinhas. E ela adora, pois claro. Aliás, fazê-la perceber que acabou é que é difícil. Os parabéns à marca por perceber que cada vez mais os pais se preocupam com a alimentação dos filhos e tentam reduzir a quantidade de açúcar ingerida. Ainda há um longo caminho a trilhar, mas é um começo!

IMG-20171104-WA0000.jpg

Estivemos de férias. E eu não tenho vontade de escrever. A pipoca está linda e fofa. E não tenho tempo para ela. O tempo foge-me por entre os dedos. De manhã é uma corrida. Ao final do dia é banho, jantar e cama. Os fins-de-semana não chegam para se estar com quem se quer.

Diz que é a vida. É um facto. Mas para já estou vou amuar um bocadinho.

A pipoca brincou imenso com gatinhos, gosta de lhes dar comida, tenta provar a comida deles, passeámos, fomos a toda uma festinha de aldeia, que incluia almoço, lanche e jantar e a princesa passou metade do dia a chorar. Não gostámos nada. Diz que não gosta muito de pessoas desconhecidas que se atiram logo a ela. A princesa é um amor. É o nosso amor.

Aquele momento em que o telefone toca e percebes que a chamada é da creche. Já sabes que coisa boa não pode ser. Atendes a medo e lá te dão a notícia de que pequena princesa não se encontra muito bem. Felizmente têm sido coisas menores, a última, uma diarreia chata e supostamente a pequena estava branca (ela é branca!!) e xoxa. Pois bem, chegadas a casa, pequena princesa deu cabo de toda a energia de sua mãe, de tal modo que quando o pai chegou, a mãe se deu ao luxo de se esticar por dois minutos. Sim, que não podemos abusar nisto do descanso. No sábado pequena princesa mostrou-nos que já é uma crescida e dormiu só uma sesta pós almoço. Duas horinhas de sesta e ficou fresca e fofa para o resto do dia. Os avós fizeram uma visita e fomos lanchar fora. Anda lindamente, rouba o lanche de quem ousar lanchar perto dela - torradinhas, e tem uma paixão pelo avô. Da mesma forma que tem pelo tio. Estamos a tentar perceber esta paixão, mas não encontramos nenhuma parecença entre os dois :p Não está com eles com muita regularidade, mas assim que os vê, quer o colinho deles. Uma fofa a minha filha :) No domingo, eis senão que o rabinho da pequena princesa fica louco. Três diarreias seguidas durante a tarde. Ultra Levur, passou bem a noite, acordou bem dispostinha, gira e fofa, e agora aqui estou eu, com medo da chamada fatal.

 

Uma tragédia. Um cenário dantesco. Impotência. Raiva. Podia continuar, mas não vale a pena. A partir das 21h de domingo tentei contactar os papás só para a habitual chamada/troca de mensagens de boa noite. Caixa de mensagens. Tentei novamente. Um. Outro. Nada. Só um sonoro vazio do outro lado da linha. Ponho na CMTV - o melhor canal quando precisamos de informação do género, por mais enviesada que possa ser - e verifico a desgraça que grassa pelo país fora. A terra dos meus pais ameaçada pelas chamas. Em redor, tudo a arder. Ligo-me ao FB, pedidos desesperados de informação, da parte de quem, como eu, está longe. Vão chegando relatos, mas nada que acalme o meu coração. Tento manter a calma, respirar fundo, tudo há-de estar bem. A dada altura surge a notícia - casas ameaçadas pelas chamas, população a ser evacuado. Tento novamente ligar. O vazio. O vazio de notícias, a impossibilidade de contactar quem amamos e de quem desconhecemos completamente o paradeiro/situação em que se encontra. A TV passava os comunicados de imprensa da ANPC e o longo discurso, bem espremido, é igual a zero. "A situação não está mais descontrolado, evoluiu desfavoravelmente" refere a porta-voz, num discurso irritante pelo seu, mais uma vez, vazio. Por volta da uma da manhã consigo ligação e fico a saber que apesar das lágrimas, dos gritos, do desespero, a situação parece estar a acalmar. O fogo passou. Ardeu tudo o que tinha potencial para a arder. O ar estava pesado. A adrelina corria nas veias de quem tentava salvar o esforço de uma vida, senão a própria vida. Ao longe continuavam a ouvir-se explosões. Botijas de gás. Produtos inflamáveis. Tudo a arder. "Estamos bem, vai descansar" diz-me o meu pai. E eu penso no perigo de reacendimentos, no perigo das explosões, no passado recente de Pedrógão. Medo de adormecer e acordar com más notícias. Lá adormecemos, perto das 3h, e passadas três horas, quando acordei, o medo de ligar o tlm e acompanhar as notícias congelou-me durante uns segundos. Um medo de enfrentar a realidade e do que ela pudesse ter desenrolado nas três horas dormidas. Paizinhos estão bem. A casa e os animais estão de pé. No meio da tragédia, o meu coração descansa. O nosso pensamento está com todas as vítimas destes incêndios cruéis.

st.jpg

Pequena princesa está um amor, isso já sabemos. No fim-de-semana, por razões várias, o papá dormiu no quarto da princesa. De manhã (ou madrugada, como preferirem), quando a pipoca acordava, punha-se em pé na sua caminha e começava a dizer "PA, pa, pa, PAA, paa, paaa, paa" até obter resposta :) Tão fofa, não me consigo lembrar de um acordar melhor do que este. Hoje às 7h15, com a normalidade restabelecida, pequena princesa ainda se levantou e chamou para o lado onde o pai dormiu nas duas noites anteriores, mas já não o encontrou.

É uma pergunta, não tenho qualquer solução milagrosa. A princesa sempre ficou bem na creche, com mais ou menos resmunguice, sempre foi ficando. Esta semana não. Esta semana chora sempre de maneira veemente. Cola-se que nem uma lapa para que não a largue. E eu debato-me interiormente para tentar descobrir como hei-de deixar a bebé sem que ela fique assim. É obviamente só uma fase, mas se pudermos amenizar a coisa, tanto melhor. Tentamos distraí-la com fios, brincos, golas, meninos, brinquedos, nada resulta. Brinca e sorri se a mãezinha estiver colada a ela. A qualquer tentativa de separação, adopta-se a posição lapa. Tem mesmo que ser separada à força e siga. Espero que tenha sido só esta semana e que para a semana as manhãs comecem de melhor forma.

MV5BMTA3MTMyNzc5NTReQTJeQWpwZ15BbWU4MDY3Mjc0NjAy._

 Não temos visto filmes. Quem tem filhos pequenos compreenderá o difícil que é termos um bocadinho só para nós. Depois de deitar a pipoca, de jantar e preparar as coisas para o dia seguinte, sobra-nos um bocadinho para descansar (a nossa opção, pessoas mais virtuosas optarão por estudar/trabalhar/arrumar/whatever, nós ficamonos pelo sofá). Vai daí começámos a seguir a série Star, que vai neste momento a meio da segunda temporada. Resultado, 12 episódios depois, a 1ª temporada acabou e estamos desejosos de ver a segunda.

Esta série acompanha a vida de três jovens mulheres que se juntaram para tentar singrar no mundo da música. Cada uma delas tem uma história por detrás, que as vai acompanhar ao longo do seu percurso, que não poderia obviamente ser linear.

Bastante interessante. E as miúdas são giras que se fartam. Cantam bem, dançam lindamente.

Ouço e leio muitas vezes que quando nasce um bebé, nasce uma mãe. Sei que está implícito que nasce também um pai, mas esta vertente não costuma ser tão abordada. No nosso caso, é tão verdade que nasce um pai, um Super Pai, o que quiserem. A única coisa que lhe falta é paciência, mas ninguém é perfeito, não é? :p Lida com a princesa como ninguém, aquilo que dizem que nos é inato e descobrimos quando temos a criança nos braços - é tudo muito bonito, mas não é verdade. A pipoca adormece lindamente sozinha, no quarto dela, graças ao papá. As birras são atenuadas, as regras cumpridas, com o papá. A mamã ouve uma birra e tende a tentar acalmá-la sem pensar no que está a por em causa (regras, consistência), pois o importante é a princesa não chorar e estar bem, sentir-se amada. Óbvio que a existência de regras e de consistência na aplicação das mesmas é uma forma de amor, é ensinar à princesa como se faz, as birras que são escusadas, os limites que não deve ultrapassar. É claro para mim, para nós, mas o papá aplica esta consistência de forma natural sem qualquer problema, enquanto eu a aplico porque tenho a ajuda, os conselhos dele. Vou acreditar que nos complementamos e que também faço qualquer coisa bem nisto da parentalidade ;)